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Motores: Ao volante do Mazda CX-7

Um SUV que combina o prazer de condução de um desportivo com a flexibilidade de um familar.

26 de julho de 2012, 01:00

Se há casos em que as aparências não iludem, o Mazda CX-7 é um deles. Na altura do seu lançamento, em 2007, o SUV da marca japonesa já apresentava um design avançado e apelativo. No entanto, não restam dúvidas de que o facelift que o modelo sofreu em 2009 o tornou ainda mais sofisticado e desportivo, com especial destaque para uma frente mais dinâmica e vários detalhes premium que marcam a diferença.

Mas é preciso fazermo-nos à estrada para percebermos quais são realmente os atributos do CX-7. Algo que salta imediatamente à vista é um interior bastante espaçoso, funcional e com acabamentos de qualidade. O painel de instrumentos foi redesenhado, apresentando agora na zona central um novo display multi-informativo, e o volante também apresenta um novo design, incorporando vários botões de comando. Não posso deixar de salientar o excelente nível de conforto apresentado pelo CX-7, com uma posição de condução bastante boa e uns bancos que são verdadeiras poltronas, com um excelente suporte lateral e largos encostos, perfeitos para as viagens mais longas. No caso da versão que ensaiámos, os bancos eram em pele e com aquecimento à frente. A alavanca da caixa de velocidades está colocada numa posição elevada e avançada, o que torna a sua utilização mais simples e divertida.
O que me pareceu bastante eficaz e funcional foi o novo MID (Multi Information Display) que nos fornece toda a informação necessária sobre o veículo. No ecrã compacto são exibidas todas as informações sobre o sistema de navegação e através do botão disponível no lado direito do volante podemos navegar pelas várias páginas. O computador de bordo exibe os consumos instantâneos e médios, autonomia e velocidade média.

Este renovado CX-7 possui uma extensa lista de equipamento de série e pode ser apetrechado com vários opcionais, entre os quais, o sistema áudio Bose, faróis de xénon automáticos e sensores de chuva. Uma das novidades é o sistema de visão traseira através de uma câmara, bastante útil nas manobras de estacionamento e marcha-atrás.
Voltando a falar de espaço, o CX-7 é bastante confortável para cinco adultos viajarem. Com todos os bancos em posição normal, a bagageira apresenta uma capacidade de 455 litros. Com a 2.ª fila de bancos rabatida esta aumenta para 774 litros (até à chapeleira). Temos também à nossa disposição inúmeros compartimentos para arrumação de objetos.
O Mazda CX-7 está disponível em motorizações a Diesel e a gasolina. Testámos o motor a gasóleo MZR-CD 2.2 com 185 cv e caixa manual de seis velocidades. Acelera dos 0 aos 100 km/h em 11,3 segundos e atinge uma velocidade máxima de 200 km/h. Quanto a consumos, para fazermos 100 km necessitamos de 7,5 litros de gasóleo.
Em jeito de conclusão, devo dizer que fiquei agradavelmente surpreendido com este Mazda CX-7, um SUV no verdadeiro sentido da palavra. É um carro versátil, muito espaçoso e confortável, que nos proporciona viagens cómodas e ainda permite que nos aventuremos fora de estrada. Convém lembrar que possui tração integral permanente. Algo a ter em conta é também o facto de pagar classe 1 nas portagens, algo que não se verificava na anterior geração. No entanto, é necessária alguma paciência para esperar que o portageiro(a) consulte a extensa lista de modelos. Tenho a sensação de que não passei numa única portagem em que não me fosse pedido o pagamento de classe 2. Mas enfim, é apenas um pormenor.
Quanto ao preço a pagar por este CX-7, começa nos 59.980 euros.

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