Nas Bancas

Motores: Ao volante do Nissan Juke 4x4

Um motor com 190 cv de potência assenta na perfeição no visual ousado e irreverente deste 'crossover'.

4 de abril de 2012, 01:56

Utilizando a expressão que a Nissan criou para os proprietários do Juke, vesti a pele de um juker e experimentei a versão mais potente e rebelde deste modelo, o Juke 1.6 DIG-T 4x4.

Quem o vê apenas por fora não encontra qualquer distinção em relação às versões equipadas com o motor 1.5 dCi de 117 cv. Apresenta o mesmo design ousado e irreverente, uma distância ao solo generosa, rodas grandes (215/55R17) e um perfil coupé acentuado pelos puxadores das portas traseiros escondidos. Porém, basta ligar o motor e arrancar para perceber que este não é um Juke qualquer. Com 190 cv de potência, caixa automática de seis velocidades (XTronic CVT) e tração às quatro rodas, o Juke DIG-T atinge os 200 Km/h de velocidade máxima e leva-nos aos 100 Km/h em apenas 8,4 segundos. Logicamente que com um motor a gasolina com estas prestações não podemos esperar valores de consumos muito reduzidos: 6,0 l/100 Km em circuito extra-urbano, 7,6 l/100 Km em circuito combinado, e 10,2 l/100 Km em circuito urbano, são os valores anunciados pela marca. As emissões de CO2 situam-se nas 175 g/Km.

O estilo do Juke é inconfundível e está longe de ser consensual, no entanto, parece-me que é uma aposta ganha por parte da Nissan. Uma das suas características mais marcantes em termos de design prende-se com as luzes, que na dianteira estão divididas em dois elementos distintos. Na parte superior estão as luzes de presença e os indicadores de mudança de direção. Na parte inferior encontram-se os médios e os máximos, cujos faróis são inspirados nos carros de rally dos anos 60 e 70. As luzes traseiras em forma de bumerangue fazem lembrar as do Nissan 370Z.
Falando agora do habitáculo, destaque para a original consola central, que se assemelha ao depósito de combustível de uma moto e para os acabamentos dos frisos das portas tratados com tinta de alto brilho. Também aqui, a irreverência do design está bem patente.

A consola central alberga o Sistema Nissan de Controlo Dinâmico, um avançado comando central do condutor e um sistema de informação que permite alterar as definições de dinâmica do carro, assim como ajustar funções mais normais, como o controlo de climatização. É através do botão 'D Mode' que podemos optar por um dos três modos de condução disponíveis, Normal, Sport ou Eco, que altera a sensibilidade da direção e a resposta do acelerador. Programado para funcionar em oito idiomas diferentes, o ecrã digital altera a visualização, cor e funções dependendo do modo que selecionámos. Nesse mesmo ecrã podemos obter informação de viagem em tempo real, com painéis que indicam a velocidade média, eficiência do combustível, tempo de viagem e até um indicador de Força G.

A versão DIG-T 4x4 tem também disponível de série o sistema Nissan Connect, que inclui sistema de navegação e comunicação áudio. O mapa de navegação oferece visualizações 2D e 3D como zoom automático e orientação por voz.

O ecrã também funciona como visor para a câmara retrovisora com guias de orientação de estacionamento.

Os bancos do Juke são confortáveis e oferecem uma posição de condução correta. O espaço interior é suficiente, mas o mesmo não acontece em relação à capacidade da bagageira, de apenas 207 litros.
Este Juke 1.6 DIG-T 4x4 é bastante divertido de conduzir e facilmente tiramos partido da tração às quatro rodas. Quem preferir pode acionar o botão 2WD (localizado à esquerda do volante) e o carro fica apenas com tração dianteira. Garanto que não é a mesma coisa...
Quanto a preços, o Juke 1.6 DIG-T 4x4 Tekna Premium está disponível a partir de 27.750 euros.

Comentários

ATENÇÃO: ESTE É UM ESPAÇO PÚBLICO E MODERADO. Não forneça os seus dados pessoais (como telefone ou morada) nem utilize linguagem imprópria.

Nas Bancas

Newsletters

Receba grátis no seu email as notícias, as últimas caras!

Caras Nas Redes

Mais na Caras