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Motores: Ao volante do Land Rover Defender

Saímos de estrada para testar as capacidades daquele que é considerado por muitos como o verdadeiro 4x4.

27 de março de 2012, 01:08

Foi com um prazer especial que testei aquele que, na opinião de muita gente, continua a ser o todo-o-terreno mais famoso, robusto e fiável de sempre. Desde miúdo que me habituei  a gostar deste carro e a apreciar as peripécias que é capaz de realizar, mesmo naqueles terrenos que, há primeira vista, parecem intransponíveis. É, sem dúvida, um veículo lendário que cruzou gerações e chega aos 65 anos de vida com vendas anuais de cerca de 25 mil unidades em todo o mundo. Não pretendo comparar o incomparável, mas ganhei o gosto por este tipo de veículos quando, há cerca de 18 anos, fui proprietário de um velhinho Suzuki Samurai 1.3 a gasolina. Já nessa altura sonhava em conduzir um Land Rover, o que acabou por acontecer agora, quando a marca se prepara para deixar de o fabricar. Em breve, a Land Rover deverá lançar o seu sucessor, com o nome provisório de DC100, mas isso não significa que o deixemos de ver por aí, principalmente em locais onde o alcatrão ainda não chegou.
O Land Rover Defender remonta a 1948 e desde então que profissionais de diversas áreas, forças armadas e ONG's de mais de 100 países se renderam às suas prestações em todo-o-terreno, durabilidade e capacidade de reboque. No início de 2012, talvez em jeito de despedida, o Defender sofreu a sua última atualização, com a introdução de um novo motor diesel 2.2 de 122 cv e quatro novos pacotes opcionais de acabamentos: S, SE, Offroad e Leather Pack. Recebeu também jantes de liga leve com um novo design, discos ventilados em todos os modelos da gama e alguns aperfeiçoamentos ao nível do seu interior, onde se destaca um novo tablier em peça única de visual mais moderno e atual.
O novo motor diesel de 2.2 litros é agradável de conduzir. Apesar da sua menor cilindrdada em relação ao anterior de 2.4 litros, mantém a potência de 122 cv e as prestações também não sofreram grandes alterações, atingindo os 100 Km/h em 14,7 segundos. A velocidade máxima situa-se agora nos 145 km/h. Mantém-se a caixa manual de seis velocidades, caracterizada por uma sexta mais longa, de forma a aumentar o conforto a velocidades mais elevadas, e por uma primeira mais curta, que melhora o controlo do veículo em marcha lenta.
Não restam dúvidas de que é fora de estrada que o Defender encontra o seu habitat natural, até porque está longe de ser um veículo confortável. A versão que testei tinha apenas dois lugares (está homologado como veículo comercial) e capota de lona, o que o torna algo barulhento quando circulamos a velocidades mais elevadas. A posição de condução é bastante elevada e o espaço não abunda, mas convém não esquecer que estou a falar de um Defender... Apesar de no meu dia-a-dia fazer uma condução mais citadina, não poderia devolver o Defender sem fazer alguns quilómetros em trilhos mais acidentados e aí, sim, percebem-se de imediato as excelentes capacidades deste carro. Seja qual for o grau de exigência do terreno, o Defender não nos deixa ficar mal e garanto que é capaz de nos proporcionar momentos de pura adrenalina.
O Defender 2012 surge num único desenho final e pode ser personalizado consoante o gosto e as necessidades do seu comprador, que tem à disposição seis pacotes opcionais, dos quais quatro são novidade: Pack S (Leitor de CD, tapetes interiores, vidros elétricos dianteiros, fecho central com comando à distância, vidros traseiros e da porta da bagageira aquecidos e bancos em tecido); Pack SE (acrescenta Leitor de CD MP3 com entrada auxiliar, contorno de faróis e grelha dianteira com acabamento Brunel, guarda-lamas dianteiros, estribos laterais e cavas das rodas na cor da carroçaria, chão alcatifado, consola central High Line, volante em couro e bancos parcialmente revestidos a couro); Pack Couro (Volante em couro e bancos parcialmente revestidos em couro disponíveis pela primeira vez em todos os modelos da gama); Pack Off-Road (ABS, jantes de alto rendimento e pneus MTR, bola de reboque, barra de proteção de chassis e painéis laterais em alumínio).

Em todas as versões o painel de instrumentos disponibiliza informação clara e concisa e iluminação LED nos mostradores. O potente sistema de aquecimento e ventilação está preparado para enfrentar as condições meteorológicas mais extremas
Quanto ao preço, o Defender 90 Soft Top E que testámos está disponível por 26.793 euros.

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