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Motores: Ao volante do Peugeot 508 SW

Testámos a versão 1.6 e-HDI do vencedor do Carro do Ano 2011.

18 de março de 2012, 02:03

Há carros que não enganam, daí que não tenha ficado particularmente surpreendido com a eleição do Peugeot 508 como Carro do Ano / Troféu Essilor Volante de Cristal 2011. No início do ano passado tive a oportunidade de marcar presença na apresentação internacional do novo modelo da marca francesa, em Alicante, e já nessa altura fiquei bastante agradado com o 508. Disponível nas versões berlina e carrinha e com seis motorizações, que vão desde o 1.6 VTi a gasolina de 120 cv até ao ‘GT’ 2.2 HDi a diesel de 204 cv, o 508 é um carro elegante, de linhas simples, mas cuidadas, muito bem apetrechado de equipamento e verdadeiramente confortável.
Uma semana antes da atribuição do título de Carro do Ano ao Peugeot 508, testei a carrinha 1.6 e-HDi. Em Alicante, já tinha conduzido a versão berlina em circuito citadino, mas desta vez decidi fazer-me à estrada… Comprovei que é um automóvel muito agradável de conduzir, com espaço suficiente para toda a família. O motor de 112 cv não desilude, mas continuo a manter a opinião de que a caixa pilotada de seis velocidades é um dos poucos pontos negativos a apontar a esta versão. A passagem de velocidades é lenta e pronunciada, daí que algumas vezes tenha recorrido à utilização das patilhas de mudança de velocidade existentes no volante. A marca anuncia consumos médios na ordem dos 4,7 l/100 km, mas nos cerca de 600 km que fiz ao volante deste 1.6 e-HDi não consegui baixar dos 6,0 l/100 km. Um valor que não deixa de ser bastante aceitável tendo em conta de que estou a falar de um ensaio realizado maioritariamente em auto estrada. Por isso mesmo, não tirei grande partido do sistema Stop&Start, que desliga o motor sempre que circulamos abaixo dos 8 km/h.
A nível de interiores nada tenho a apontar, antes pelo contrário. A Peugeot apostou em materiais de excelente qualidade, muito agradáveis ao toque, remetendo os plásticos duros apenas para as zonas mais escondidas. Os bancos com regulação elétrica primam pelo conforto e estão disponíveis em pele, tecido ou na conjugação destes dois materiais, dependendo do nível de equipamento (Access, Active ou Allure).

Convém ainda destacar uma vasta oferta de equipamentos High Tech, muitos deles de série. Uma das grandes novidades é o sistema ‘Head-Up Display’ a cores, cuja informação também está disponível no ecrã do sistema de navegação. Realço também os assistente automático de máximos, a medição de espaço disponível para estacionar, a climatização em quatro zonas, o banco do condutor com massagem lombar elétrica e o sistema Hi-Fi JBL.

O habitáculo é bem luminoso graças ao enorme tejadilho panorâmico em vidro na continuidade do para-brisas. O silêncio a bordo também é uma referência neste modelo.
O Peugeot 508 apresenta uma identidade muito própria, apostando num visual forte e requintado. Gosto particularmente do seu ‘olhar felino’, principalmente nas versões equipadas com faróis bi-xénon direcionais. Os faróis traseiros apresentam três ‘garras’ vermelhas, também com tecnologia LED.

Sem qualquer demérito para os restantes finalistas, arrisco-me a dizer que o título de Carro do Ano 2011 assenta muito bem ao Peugeot 508.
Quanto a preços, o Peugeot 508 1.6 e-HDi com a caixa de velocidades pilotada está disponível a partir de 30.650 euros.

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