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Motores: Ao volante do novo Honda Civic

A nova geração Civic está melhor a todos os níveis e chega a Portugal no próximo mês de março. Fomos a Málaga conhecer melhor o carro que, quatro décadas depois, continua a ser um dos 'ex libris' da marca nipónica.

18 de janeiro de 2012, 00:39

O Honda Civic completa 40 anos de existência e nada melhor para assinalar a data do que o lançamento de uma nova geração, daquele que é um dos modelos com mais sucesso da marca e que já vendeu 20 milhões de unidades em todo o mundo. A apresentação internacional à Imprensa da 9.ª geração do modelo japonês teve lugar em Málaga, onde descobrimos um Civic mais moderno, com melhores prestações e mais amigo do ambiente. Veja o vídeo no final do texto.
À primeira vista, o novo Civic herdou os traços gerais do seu antecessor, mantendo um aspecto futurista, mas, na minha opinião, muito mais consensual em termos de design. Para criar este novo modelo a equipa de desenvolvimento ouviu os condutores e pediu-lhes que avaliassem o Civic atual. O estilo elegante e futurista e a sua funcionalidade foram alguns dos aspectos classificados como positivos. No entanto, a maioria dos condutores consultados sugeriu um design da traseira mais sofisticado e uma visibilidade para trás melhorada. A Honda meteu mãos à obra e apesar da traseira continuar a ter dois vidros, a visibilidade melhorou consideravelmente, uma vez que o vidro superior cresceu e até ganhou um útil limpa vidros e um descongelador.

O novo Civic está mais baixo e mais largo do que o modelo anterior. É um automóvel de cinco portas, mas mantém as características desportivas de um coupé, até porque os puxadores das portas traseiras continuam 'escondidos' e a quantidade de vidro lateral é reduzida relativamente à superfície lateral da carroçaria. A frente recupera o 'ADN Honda' e apresenta agora novos faróis tipo projetor com um sistema automático de suporte dos máximos, controlado por uma câmara instalada na zona do pára-brisas. Esta câmara detecta os faróis dos veículos em sentido contrário e apaga automaticamente os máximos, caso estejam acesos.

Olhando agora para a traseira, destacam-se os farolins exclusivos, colocados numa posição mais alta. A combinação horizontal da luz de travagem também funciona como spoiler aerodinâmico. Aliás, convém salientar que a aerodinâmica de cada componente foi otimizada e uma das grandes preocupações durante a fase de design do carro. Os espelhos retrovisores exteriores foram substituídos por unidades novas e mais elegantes com piscas integrados de LEDs. O escape duplo, tão característico do modelo anterior, foi também substutuído por um escape único integrado, disfarçado no estilo traseiro. Este novo Civic estará disponível em nove cores, três delas completamente novas: amarelo metalizado topázio, branco pérola orquídea e verde pérola woodland.
INTERIOR
Falando agora do interior, este segue o estilo futurista a que o Civic já nos habituou e mantém um habitáculo espaçoso e bastante versátil com melhoramentos significativos ao nível da qualidade dos materiais utilizados. Segundo os responsáveis da marca, o painel de comandos foi inspirado nos de um avião a jacto e de um carro de corrida, oferecendo uma ação intuitiva. Todo o espaço é agora muito mais orientado para o condutor, com um cockpit dividido em duas zonas: a zona de informação e a zona de condução.

A zona de informação está mais próxima do centro do tablier, à frente dos nossos olhos. Os vários dispositivos de informação, tais como, os sistemas de audio e navegação, os comandos de aquecimento e ar condicionado estão tanto ao alcance do condutor como do passageiro.

Entre os bancos dianteiros há compartimentos para duas garrafas de 1 litro e duas de 350 ml. Existe também uma tomada auxiliar para acessórios e fichas USB, colocadas na linha de movimento natural do condutor. A alavanca das mudanças está agora mais ergonómica e mais próxima do volante. O travão de mão encontra-se mais junto ao banco do passageiro, mais acessível ao condutor.
Os mostradores do novo Civic mantém o conceito 'Dual Link' do modelo anterior. No topo do tablier temos as informações mais importantes, tais como o velocímetro digital, de modo a que a sua consulta não interfira na concentração na estrada. As informações e os comando secundários estão colocados mais em baixo e integram o conta-rotações e os indicadores de temperatura do motor e do nível de combustível. Ao lado está o ecrã com o computador de bordo, que agora é a cores, onde podemos ver, por exemplo, as imagens da câmara traseira de ajuda ao estacionamento, disponível como opção.

O posto de condução é bastante confortável e importa salientar o baixo nível de ruído. O novo Civic é, de facto, mais silencioso do que o seu antecessor, fruto do trabalho desenvolvido ao nível de chassis e de motor. Nota-se um maior cuidado em relação aos materiais utilizados, agora muito mais agradáveis ao toque, com destaque para o volante forrado a pele.
O depósito de combustível em posição central permite uma flexibilidade quase incomparável em termos de disposição dos bancos. Através de um simples movimento, os enconstos dos bancos traseiros podem ser rebatidos por completo, oferecendo uma bagageira com piso plano com 1.600 mm de comprimento e 1.350 mm de largura. Há espaço para transportar três bicicletas de montanha, três malas de viagem grandes ou três sacos de golfe dos maiores. Os assentos dos bancos traseiros também podem ser virados para cima, o ideal para transportar objetos mais altos. Com todos os bancos em posição normal, o volume da bagageira é um dos mais generosos da sua classe, com 401 litros. O novo Civic é, portanto, uma excelente opção para famílias que procuram um carro flexível ao nível de espaço interior.
MOTORES
É ao nível de motorizações que o novo Civic apresenta menos novidades, até porque é lançado sem o tão aguardado motor Diesel de baixa cilindrada. Segundo os responsáveis da marca, o motor Diesel 1.6 estará disponível no início de 2013.

Por agora, o novo Civic estará disponível em três motorizações: duas a gasolina, 1.4 i-VTEC (100 cv) e 1.8 i-VTEC (142 cv), e uma a Diesel, 2.2 i-DTEC (150 cv). Todas elas podem ser combinadas com transmissão manual de 6 velocidades, assistência à condução ECOlógica e sistema Start/Stop. O motor 1.8 pode ter uma transmissão automática de cinco velocidades.

Todos os motores baixaram em consumos e para isso muito contribui a função ECO Assist, que otimiza a eficiência de combustível consoante o estilo de condução. Desenvolvido para os modelos Insight, CR-Z e Jazz Hybrid, este sistema usa a iluminação do velocímetro para alertar os condutores sobre o impacto que o seu estilo de condução tem nos consumos. Quando conduzimos de forma mais económica, o velocímetro muda de azul para verde.

No tablier existe ainda o botão ECON que, quando acionado, torna a resposta do motor menos imediata e melhora a eficiência do ar condicionado.

Segundo a Honda, o Civic 1.4 gasta 5,4 l/100 km, o 1.8 consome 5,8 l/100 km, o 2.2 Diesel fica-se pelos 4,2 l/100 km (circuito combinado).
Quanto a preços, e para a versão Sport, intermédia a nível de equipamento, o 1.4 i-VTEC deve oscilar entre os 21.500 e os 22.500 euros; o 1.8 i-VTEC estará disponível entre os 25.000 e os 26.000 euros; o 2.2 i-DTEC rondará os 30.000 euros.
O novo Civic chega a Portugal em março.

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