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Ao volante do Honda CR-Z

O novo Coupé híbrido desportivo da Honda é muito divertido de conduzir. É ágil e a baixa altura ao solo garante uma boa aderência na estrada.

Luís Cáceres
13 de setembro de 2010, 09:36

Muitos leitores recordam-se certamente do Honda CR-X dos anos 80. O pequeno desportivo japonês que conquistou em Portugal. O CR-X era leve, ágil, ostentava a sigla VTEC na traseira, era um dos preferidos dos jovens daquela saudosa época.

Desta vez conduzimos o Honda CR-Z. A primeira vez que cruzei o olhar com o novo desportivo híbrido foi numa campanha publicitária na televisão e nos "outdoors" na estrada.

Chego às instalações da Honda, um CR-Z de cor branca chama por mim. Gosto do que vejo! O estilo exterior e interior é modernaço, a imaginação transporta-me para outras galáxias. A linha de tejadilho inclinada e a traseira cortada é uma característica partilhada com outros modelos Honda do passado e do presente, incluindo o CR-X, o Insight de 1999 e o FCX Clarity.

Os faróis do Honda CR-Z estão equipados com luzes diurnas de presença por "LEDs", posicionadas na parte inferior dos faróis. Conduzir este coupé híbrido durante a noite é um regalo. O "cockpit" é colorido e as luzes azuis e verdes predominam. Parece uma nave mas com bom gosto. Um ambiente a bordo diferente e original.

Ao volante do Honda CR-Z

O interior do automóvel de produção foi influenciado pelo habitáculo do Protótipo CR-Z, revelado no Salão de Tóquio de 2007, especialmente nos mostradores 3D. A visibilidade traseira é que não é a melhor devido aos vidros panorâmicos de "dupla lâmina".

Ao volante do Honda CR-Z

A potência total do motor de combustão e do sistema IMA é de 124 CV com o binário de 174 Nm. O valor do binário máximo está disponível logo às 1.500 rpm.

O Honda CR-Z é muito agradável e divertido de conduzir. É ágil, a baixa altura ao solo garante uma boa aderência em estrada. O CR-Z tem uma distância entre eixos 115 mm mais curta e menos 310 mm de comprimento total do que o Honda Insight, destacando a agilidade e reduzindo a tara em 57 kg, quando comparado com o seu primo híbrido de 5 portas e 5 lugares.

Para maximizar as escolhas do condutor este coupé híbrido de três portas está equipado com um sistema IMA. São três possibilidades distintas de condução - Econ, Normal e Sport. Vamos por partes! Em estrada aberta é possível colocar o Honda CR-Z em modo Sport e otimizar a resposta do acelerador, alterar o comportamento do sistema híbrido IMA, proporcionando maior assistência do motor elétrico e aumentando o peso da direção assistida elétrica.

Ao volante do Honda CR-Z

No trânsito citadino, onde a economia é fundamental, coloquei no modo Econ, que dá prioridade à economia de combustível no funcionamento do acelerador eletrónico, da unidade de controlo do ar condicionado e do sistema híbrido. Consegui médias muito interessantes no modo Econ e Normal. Em ciclo urbano, com o carro vazio, gastei 5,3 litros para percorrer 100 quilómetros. O truque está em aproveitar e saber potenciar o motor elétrico de 14 CV que encontra-se localizado entre o motor de combustão e a embraiagem. Utilizando o motor elétrico arrancamos suavemente e em silêncio nos semáforos.

Ao volante do Honda CR-Z

No modo "Sport" tudo muda de figura, o Honda CR-Z permite-nos então conduzir de uma forma mais dinâmica. Os consumos aproximam-se dos sete litros e o som rouco do pequeno bloco 1.5 de 124 CV até consegue ser audível. Não é um desportivo de "colar" o condutor ao banco, sem dúvida, mas é um carro de estilo, exclusivo, a um preço muito competitivo.

O habitáculo possibilita o transporte de adultos de baixa estatura durante curtas distâncias ou crianças em viagens mais longas. Os bancos traseiros rebatíveis com movimento único permitem obter um piso de carga plano de 382 litros. O compartimento de bagagem inclui ainda uma área com 19 litros localizada sob o piso.

Os diferentes níveis de equipamento do Honda CR-Z incluem seis airbags em todas as versões, encostos de cabeça ativos, sistema de estabilidade e arranque em subida.

Ao volante do Honda CR-Z

Todos os CR-Zs possuem ar condicionado, leitor de CDs e rádio, ligação de ficha USB para iPod e arranque do motor por botão. As versões intermédias e de topo acrescentam os estofos em pele, comandos áudio no volante e pedais em liga leve. As versões de topo recebem comandos para o sistema de telefone mãos-livres por Bluetooth, "Cruise-control" e tejadilho panorâmico em vidro.

Preço do Honda CR-Z

S - 21.830 euros

Sport - 22.840 euros

GT - 24.600 euros

GT Top - 26.200 euros

GT Top Navi - 28.450 euros

A estes valores acresce 350 euros pintura metalizada + 950 euros de despesas de preparação.

Ao volante do Honda CR-Z

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