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A CARAS ao volante do Fiat 500 C

O cabriolet revivalista mais simpático

Luís Cáceres
8 de outubro de 2009, 18:28

No início do mês de Julho de 2007 estive em Turim para a revelação ao mundo do novo Fiat 500. Na altura, a cidade italiana parou para assistir a uma mega festa no rio Po. Ao longo de dois dias marcaram presença 1200 jornalistas e eu fui um dos sortudos convidados a experimentar em "primeira-mão" o novo cinquecento. Esta foi sem dúvida a maior apresentação de sempre que uma marca preparou para estrear um automóvel.


Dois anos depois chegou a vez de testar o 500C. Apresentado em antestreia mundial no Salão de Genebra de 2009, o Fiat 500C presta homenagem ao modelo 500 de 1957, nomeadamente através do tecto de abrir em tela. A decisão de reinterpretar o modelo original em termos modernos com a capota eléctrica deslizante, mantendo o perfil da viatura, permite ao Fiat 500C ser utilizado em qualquer época do ano.


A CARAS ao volante do Fiat 500 C
CARAS

O Fiat 500 C que conduzi era de cor cinzenta com a capota em lona encarnada. A frente distingue-se pela extensão ligeiramente alongada em direcção ao topo do pára-brisas, resultante do redimensionamento da travessa superior. A capota define a linha superior do 500C e confere-lhe um aspecto mais esguio do que o da berlina.


Mas é na traseira que o novo modelo mais se diferencia: a clara divisão da parte superior em tela do corpo da viatura em aço é sublinhada por uma moldura cromada, tal como sucedia nas versões do 500 a partir de 1957. Para além disso, a guarnição do óculo (em vidro e com desembaciador eléctrico) é arredondada e, em certos aspectos, mais próxima da identidade do antecessor dos anos 50.


A CARAS ao volante do Fiat 500 C

Outra particularidade que gostei é a tampa da mala. Se a capota estiver aberta, um dispositivo electrónico fá-la subir alguns centímetros para permitir a completa abertura da mala. Uma solução muito funcional. A capota eléctrica de accionamento automático pode ser comandada através das teclas junto ao painel de interruptores, que servem para gerir a iluminação interior, ou graças ao telecomando. É possível accionar a área horizontal da capota a qualquer velocidade da viatura podendo a área vertical ser accionada a velocidades inferiores a 60 km/h.


De referir a facilidade de utilização da capota de lona: para abrir, basta carregar na tecla durante mais de meio segundo de modo a iniciar o movimento que continua automaticamente até à posição de "spoiler" (obviamente, através da tecla pode escolher-se uma posição intermédia). Carregando de novo na tecla durante mais de meio segundo, a capota abre-se completamente até chegar à posição final. Opcionalmente, está disponível um pára-vento para ser colocado por trás dos apoios de cabeça posteriores (fixado à chapeleira).


A CARAS ao volante do Fiat 500 C

Quando circulamos com a capota aberta os dois passageiros da frente viajam tranquilamente, contudo, quando a velocidade aumenta, os passageiros dos lugares traseiros sofrem bastante com o turbilhão de vento gerado. Um comportamento habitual na maioria dos cabrios mas que, neste caso, fruto do "poço" criado pelo formato da carroçaria elevada é particularmente notório. Aconselho óculos escuros, casaco e um chapéu.


A CARAS ao volante do Fiat 500 C

A bagageira tem uma capacidade de 182 litros, apenas menos 3 litros do que a berlina.


Disponível em três cores (marfim, vermelho e preto), a capota pode ser combinada com diversas cores de carroçaria. O Fiat 500C propõe um habitáculo praticamente idêntico ao que conhecemos na berlina. A posição de condução elevada permite uma boa visibilidade sobre a estrada. Uma particularidade muito apreciada pelo público feminino.


O Fiat 500C mantém as mesmas dimensões do modelo base (355 centímetros de comprimento, 165 cm de largura e 149 cm de altura) e partilha a gama de motores: um a gasóleo, o turbodiesel 1.3 Multijet de 75 CV com caixa mecânica de cinco velocidades, e dois a gasolina, o 1.2 de 69 CV e o 1.4 de 100 CV, ambos disponíveis com caixa mecânica ou robotizada Dualogic. No caso da versão Lounge que conduzi o motor era o mais acessível. O bloco 1.2 a gasolina de 69 CV revelou-se muito agradável de conduzir e económico (uma média de 6,0 litros para percorrer 100 km). O modelo que pode ver na foto custa 18.300 euros. Disponível, como opcional, nas duas motorizações a gasolina, o sistema "Start&Stop" gere a paragem temporária do motor e sucessiva ignição.


A CARAS ao volante do Fiat 500 C

O Fiat 500C oferece as características dinâmicas e de conforto que permitem aos condutores enfrentarem uma utilização pratica, em particular para quem circula na cidade.


Derivado da versão berlina (a primeira viatura com menos de 4 metros a conquistar as cinco estrelas do consórcio independente de avaliação de segurança EuroNCAP) o Fiat 500C oferece de série sete airbags de série (dois dianteiros, dois de janela, dois laterais e um para protecção dos joelhos do condutor). Para além disso, encontramos ABS com EBD (Electronic Brake Distribution), o ESP (Electronic Stability Program), sistema anti patinagem ASR (Anti Slip Regulation), Hill Holder que ajuda nos arranques em subida e HBA (Hydraulic Brake Assistance) que auxilia nas travagens de emergência.


A CARAS ao volante do Fiat 500 C

Por fim, está disponível a nova colecção de "personalizações" do Fiat 500. Caracterizada pela atenção ao pormenor gráfico, a nova gama propõe objectos inéditos, tanto pelo design, como pela escolha de cores. Borboletas, capitais europeias, entre outras, são protagonistas da criatividade a nível dos autocolantes, sendo ainda lançadas outras propostas para o ambiente interior: objectos lúdicos, como o quadro para o tabliê e objectos do quotidiano feminino, como o suporte para maquilhagem. Até mesmo o punho da chave da ignição pode ser enriquecido com a oferta de uma capa com aplicações de Crystallized Swarovski Elements.


O Fiat 500C está disponível com preços entre os 16.300 e os 27.000 euros.


A CARAS ao volante do Fiat 500 C

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