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A escolha de... Marco Rodrigues

Lançou recentemente o quarto disco, “Copo Meio Cheio”, um álbum de fado no qual participam músicos “pop”

CARAS
3 de dezembro de 2017, 18:00

Fadista, 35 anos, nascido em Amarante, filho de um acordeonista e pai de um rapaz de ano e meio, novidade que assume ser da maior relevância para a sua vida neste momento. E deve-se ao facto de estar a viver uma fase extremamente positiva a escolha do nome para o seu novo disco, Copo Meio Cheio. Neste álbum, Marco Rodrigues trabalhou com nomes inesperados para um fadista, como Boss AC, Carlão, Capicua, Luísa Sobral, Agir ou Diogo Piçarra, entre outros. Uma prova da vitalidade do músico, que ganhou a Grande Noite do Fado em 1999 e o Prémio Amália Rodrigues na categoria Revelação em 2007 e viu, em 2016, um trabalho seu, Fados do Fado, ser nomeado para os Grammy latinos.
BAR - Templários, em Lisboa
É um bar com mais de 25 anos, e que se tem mantido fiel a si próprio: continua a apostar na música ao vivo, de qualidade. Por aquele palco já passaram muitos dos nossos melhores músicos. Tem duas coisas de que gosto muito: ambiente descontraído e boa música (ao vivo).
CONCERTO - Hiromi Uehara
Enquanto espectador, o concerto da minha vida foi, sem dúvida, há cerca de um ano: Hiromi Uehara no Teatro das Figuras (em Faro). Foi a primeira vez que ouvi uma das minhas maiores referências musicais ao vivo, neste caso com o seu trio: é incrível como uma artista consegue combinar virtuosismo e sensibilidade de uma forma tão única.
RESTAURANTE - “O Lagar”
Em Arcos de Valdevez, porque é uma das razões pelas quais gosto sempre de voltar à terra onde cresci. Situado bem no centro da vila, no espaço acolhedor de um antigo lagar de vinho, é sempre uma escolha certeira para quem quer comer bem e ser bem recebido… como só o Minho sabe!
VIAGEM - Goa e Lubango
É difícil destacar apenas uma viagem, por isso escolho duas: por um lado, Goa, com uma identidade que resulta da mistura entre a influência indiana e os vestígios de 450 anos de presença portuguesa. Por outro, o Lubango (Angola), que me traz memórias intensas da natureza no seu estado mais puro e selvagem.
CD - “The Last Ship”, Sting
Tem preenchido os meus dias nos últimos meses, por isso vem-me à cabeça o meu Copo Meio Cheio. Além desse, ultimamente ando a ouvir novamente The Last Ship, do Sting. Uma viagem musical muito bem conseguida.
FILME - “A Vida É Bela”
Pelo genial contraste de emoções: o amor em tempo de guerra, a comédia que nasce da tragédia e um final que é simultaneamente o mais feliz e o mais triste de que tenho memória. Um verdadeiro hino à vida e ao amor de um pai pela sua família e, em particular, pelo seu filho.

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