Nas Bancas

A escolha de… Alexandre Cortez

O músico faz parte da direção do Festival Silêncio, que leva ao Cais do Sodré música, “performances”, cinema e muito mais.

CARAS
1 de outubro de 2017, 20:00

Alexandre Cortez é músico fundador do grupo Rádio Macau e ao longo da sua carreira desenvolveu outras atividades nas áreas da música, programação, produção e curadoria de eventos. Atualmente, integra o projeto Lisbon Poetry Orchestra e o grupo MurMur. É programador e produtor musical na Cultural Trend Lisbon e formador nas áreas de produção e marketing de eventos. Faz parte da direção do Festival Silêncio, que decorreu entre 28 de setembro e 1 de outubro no Cais do Sodré com um extenso programa que inclui 200 propostas de acesso livre, que se oferece à cidade para celebrar a palavra através de música, performances, conferências, conversas, cinema, exposições, literatura, intervenções e oficinas.
FILME: ‘Recordações da Casa Amarela’
O João César Monteiro, cineasta que é também um símbolo da irreverência e do inconformismo e dono de uma ímpar e singular filmografia, tem nesta uma das suas mais aclamadas obras. Escolho-a por ser um marco do Novo Cinema e por em muito ter influenciado uma geração atual de realizadores que, por vezes à margem de subsídios e apoios do Estado, se tem notabilizado nacional e internacionalmente.
VIAGEM: Japão
Pelo contraste cultural, mas também pelo que nos une, escolho o Japão. O equilíbrio entre o lado mais ancestral da sua cultura e as tecnologias mais evoluídas, a harmonia e simbiose entre o tradicional e o moderno fazem deste país um poço de curiosidades.
FIM DE SEMANA: Açores
É talvez o arquipélago mais bonito do mundo. Agora que finalmente deixámos de estar de costas voltadas para estas ilhas, com a esperança de que não se torne apenas mais um destino turístico, os Açores recomendam-se não só pela mistura entre as paisagens verdejantes e a flora luxuriante dos trópicos, mas também pela fantástica gastronomia e pela simpatia dos locais.
CD: ‘Capitão Fausto Têm os Dias Contados’
Certamente fará parte das listas dos melhores desta década. Grandes canções com influências que vão do pop sinfónico dos anos 70 ao rock mais contemporâneo.
LIVRO: ‘A Rosa do Mundo’
Uma magistral antologia que reúne poemas de todo o mundo e de todos os tempos. Para os amantes de poesia é um extraordinário compêndio, um manual para a vida, uma obra indispensável que compila os mais importantes nomes da poesia universal.
CONCERTO: The Clash
Enquanto músico foram muitos os concertos que marcaram a minha vida, mas destaco o dos The Clash que vi no Dramático de Cascais em 1981. Tinha 20 anos e já existiam os Rádio Macau, ainda que numa fase embrionária. Abriu uma janela para sonoridades que mais tarde viriam a marcar o som da minha banda.

Comentários

ATENÇÃO: ESTE É UM ESPAÇO PÚBLICO E MODERADO. Não forneça os seus dados pessoais (como telefone ou morada) nem utilize linguagem imprópria.

Nas Bancas

Newsletters

Receba grátis no seu email as notícias, as últimas caras!

Caras Nas Redes

Mais na Caras