Nas Bancas

A escolha de… Pedro Jóia

O guitarrista atuou recentemente com o seu trio no Mosteiro dos Jerónimos, num concerto com a participação de Ney Matogrosso.

CARAS
2 de julho de 2017, 18:00

Guitarrista e compositor com uma aplaudida carreira nacional e internacional de mais duas décadas, Pedro Jóia privilegia o diálogo musical, atuando regularmente com o Pedro Jóia Trio (com João Frade no acordeão e Norton Daiello no baixo). E foi com esta formação que se apresentou a 26 de junho no Mosteiro dos Jerónimos, num concerto que tem como convidado especial o cantor brasileiro Ney Matogrosso. O alinhamento inclui folclore ibérico, música do Nordeste do Brasil, êxitos de Matogrosso e temas do novo álbum do trio, Vendaval, que deverá sair em breve.
O LIVRO: “A Obra ao Negro”
Aqui ainda se torna mais difícil fazer uma escolha. Aleatoriamente, deixo aqui referência ao livro A Obra ao Negro, de Marguerite Yourcenar. Mas podia escolher Saramago, Umberto Eco, Eça de Queiroz, Ítalo Calvino e tantos outros que me encantam a cada página...
O RESTAURANTE: Ramiro
O primeiro que me vem à cabeça é a Cervejaria Ramiro, em Lisboa, mas por preguiça de pensar noutros. São tantos e tão bons... É uma das riquezas deste país.
O CONCERTO: Paco de Lucía
Aqui, tenho mesmo que optar por Paco de Lucía e pelo seu concerto Poderio, na Bienal de Flamenco de Sevilha de 1992, no Teatro de la Maestranza.
A VIAGEM: Costa Rica
Em 2016 passei umas férias maravilhosas, com a minha mulher, na Costa Rica. É um país de uma beleza incrível, encravado entre dois oceanos tão diferentes e com uma diversidade de paisagens, climas, faunas, floras... Impressionante ver como a natureza foi tão generosa por ali.
O FILME: “1900”, de Bernardo Bertolucci
Foi um filme que vi pela primeira vez quando era adolescente, mas que me marcou pela intensidade e drama da história que conta: o advento do fascismo em Itália e a forma brutal como devastou a sociedade italiana. Revi-o mais tarde e com outra consciência, mas ainda com maior admiração pela forma como Bertolucci filmou a loucura coletiva.
O FIM DE SEMANA: Portugal
Em Portugal temos a sorte de poder, num fim de semana, visitar lugares tão bonitos, cheios de história e com pérolas gastronómicas como em poucos países. É tudo mais ou menos próximo. O problema é que trabalho muitas vezes durante o fim de semana...
O CD: Tantos!
Tirando todos os discos de Paco de Lucía, que ouvia com toda a devoção e de uma forma compulsiva, desde a minha adolescência, faço aqui referência a um disco (vinil e CD) de alguns dos concerti grossi de Händel, pelos English Barroc Solists, dirigidos por John Eliot Gardiner. Um disco que transborda beleza e elegância barroca.

Comentários

ATENÇÃO: ESTE É UM ESPAÇO PÚBLICO E MODERADO. Não forneça os seus dados pessoais (como telefone ou morada) nem utilize linguagem imprópria.

Nas Bancas

Newsletters

Receba grátis no seu email as notícias, as últimas caras!

Caras Nas Redes

Mais na Caras