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D.R.

A escolha de… José Eduardo Agualusa

Nome destacado da escrita lusófona, o autor angolano é um dos curadores do Folio, festival literário internacional que animou Óbidos de 15 a 25 de outubro.

CARAS
14 de novembro de 2015, 18:00

Nascido no Huambo, Angola, a 13 de dezembro de 1960, José Eduardo Agualusa estudou Agronomia e Silvicultura em Lisboa, mas desde cedo se dedicou à escrita, tornando-se um dos nomes de maior destaque da literatura lusófona contemporânea, com obras publicadas em mais de 20 línguas, sobretudo romances e contos, entre os quais se destacam títulos como A Conjuntura (Prémio Revelação Sonangol), Nação Crioula (Grande Prémio de Literatura RTP), Fronteiras Perdidas (Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco da APE) e Estranhões e Bizarrocos (Grande Prémio de Literatura para Crianças da Fundação Calouste Gulbenkian).
Em 2007, o jornal inglês The Independent e o Conselho de Artes do Reino Unido atribuíram-lhe o Independent Foreign Fiction Prize, pelo livro O Vendedor de Passados. Escreveu também para teatro Geração W, Aquela Mulher, Chovem Amores na Rua do Matador e A Caixa Preta.
O DESTINO: Óbidos
Óbidos já é só por si uma festa, mas durante duas semanas, graças ao Folio – Festival Literário Internacional de Óbidos, entre 15 e 25 de outubro, Óbidos foi também uma vila da literatura e do pensamento, com a presença de mais de duzentos autores de várias nacionalidades, muita música, teatro, cinema, etc.
O LIVRO: “Mulheres de Cinza”
O novo livro de Mia Couto e o seu primeiro romance histórico. Foi apresentado em Óbidos, durante o Folio. Mia Couto esteve também numa das mesas, debatendo com o neurocientista brasileiro Sidarta Ribeiro as ligações entre ciência e literatura.
A MÚSICA: António Zambujo e Mayra Andrade
Um e outro, sempre. Os dois juntos, ainda melhor.
O RESTAURANTE: Poema do Semba
É, talvez, o restaurante mais musical de Lisboa, em todo o caso aquele onde posso escutar sempre a minha música favorita, ou não fosse propriedade do mais importante nome da música angolana: Paulo Flores. Além disso, o Poema do Semba tem boa comida angolana. Boa mesmo. Melhor, nem em casa do próprio Paulo Flores. É também uma maravilhosa sala de visitas, sempre que lá vou encontro amigos.
O FIM DE SEMANA: Marraquexe
Fica mesmo ao lado de Lisboa, a pouco mais de uma hora de viagem, e é como se fosse do outro lado do mundo. Passei alguns memoráveis fins de semana em Marraquexe. Espero voltar.

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