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António Maçanita

António Maçanita

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A escolha de… António Maçanita

Com apenas 35 anos, e já com muitos vinhos no currículo, é considerado um dos melhores enólogos portugueses.

CARAS
1 de novembro de 2015, 18:00

Pensava seguir Biologia Marinha, mas um erro no preenchimento dos impressos de candidatura à faculdade levou-o a estudar Engenharia Agro-Industrial. E foi aí que António Luís Mota de Andrade Maçanita, hoje com 35 anos, descobriu a paixão pela enologia. Terminado o curso, estagiou em Napa Valley, trabalhou na adega D’Arenberg, na Austrália, e estagiou no Château Lynch-Bages, em Bordéus. De regresso a Portugal, em 2004 criou o seu primeiro vinho: Fita Preta. Seguiram-se, entre outros, Azores Wine Company, Maçanita, Quinta de Sant’Ana, Arrepiado Velho, Branco de Talha ou Terrantez do Pico.
A revista The Wine Advocate, de Robert Parker, considerada a publicação de vinho mais influente no mundo, coloca muitos dos seus vinhos entre os melhores que se fazem em Portugal.
O LIVRO: “A Primeira Aldeia Global”
Com o subtítulo Como Portugal Mudou o Mundo, este é um livro de História com muita histórias, escrito pelo falecido repórter de guerra inglês Martin Page. Uma obra que informa e entretém e, mais do que tudo, é um hino à portugalidade e à lusofonia. E é, também, uma grande mensagem de paz. O autor reforça uma mensagem clara: no momento em que Portugal conseguiu abrigar todos os credos e raças, foi quando mais se desen­volveu. A não perder.
O DESTINO: Açores
Pelo que têm por descobrir, pela variedade das nove ilhas, pelo pedaço de mundo que ainda não foi destruído pelo turismo de massa ou pelo urbanismo desenfreado.
O CD: “O Caboclo”
É o último disco do artista brasileiro Pierre Aderne, um amigo de Portugal que está cada vez mais lisboeta. Cada música é um banho de cultura, uma provocação ou uma colaboração com outro artista. Perfeito para acompanhar com amigos, vinho e boa comida.
O RESTAURANTE: 100 Maneiras
Gosto de muitos, mas o 100 Maneiras é a minha segunda casa. A comida do Ljubomir Stanisic, os bons vinhos, os bons cocktails e o ambiente sofisticado, mas alternativo, que só o Nuno Faria sabe criar.
O FIM DE SEMANA: Azenhas do Mar
Nas Azenhas do Mar, mesmo por cima do mar. Dantes ia lá muito, agora menos. Gosto de ir comprar pão quente a Janas, apanhar percebes nas rochas, de surfadas, grelhadas na varanda e lareira à noite. Perfeito!
O VINHO: Baga ao Sol e Tinto Vulcânico
Ambos são novidades. O Baga ao Sol é uma versão alentejana de uma casta da Bairrada conhecida pela sua frescura e rusticidade, que mostra aqui a sua face redonda e gulosa. O Tinto Vulcânico é um vinho açoriano para quem gosta de tintos frescos com acidez e frescura.

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