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Pedro Dias

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A escolha de… Pedro Dias

Após duas décadas dedicadas ao jornalismo, o ‘chef’ decidiu dedicar-se a uma velha paixão, a gastronomia, adquirindo um restaurante.

Cláudia Alegria
2 de agosto de 2015, 18:00

Localizado na zona de Santa Apolónia, o restaurante Faz Figura tornou-se um espaço emblemático, com 40 anos de história, gerido desde 2008 pelo chef Pedro Dias, jornalista apaixonado pelas artes gastronómicas. “Cozinho desde os sete anos, graças à paciência da minha avó. No entanto, fazer disso um modo de vida foi sempre uma ideia longínqua, embora volta e meia se discutisse em família a ideia de ter um restaurante. Na prática, não passei de umas muito regulares e celebradas patuscadas com os amigos. Acabei por dedicar-me a outra paixão, o jornalismo. Estive nove anos na TSF e outros tantos na SIC (onde ingressei por altura da criação da SIC Notícias). Desses anos, ficou-me para os seguintes uma belíssima ‘base de dados’ gastronómica, que me tem sido útil”, admite.
O CD: “Por Este Rio Acima”, Fausto
Por Este Rio Acima, de Fausto, e Boatman’s Call, de Nick Cave & The Bad Seeds, são dois daqueles raros discos que se ouvem de uma ponta à outra sem querer perder um segundo, autênticas obras-primas. Nick Cave é um escritor de canções único, há anos a fio que edita álbuns excelentes com uma regularidade impressionante e este é, para mim, o melhor de todos. Por Este Rio Acima é um disco que me acompanha desde miúdo, em que o talento de Faus­to pinta um fresco musical em torno da peregrinação de Fernão Mendes Pinto.
O LIVRO: “Cem Anos de Solidão”
Li esta obra de Gabriel García Márquez pela primeira vez quando era ainda adolescente, literalmente de uma assentada: em dia e meio, não comi nem dormi (verdade!) enquanto não terminei. E percebi, pela primeira vez, como um livro pode ser a coisa mais apaixonante do mundo e como um grande escritor nos faz compreender coisas que nem suspeitávamos ter cá dentro.
A VIAGEM: Bósnia, Iraque e Israel
Recordo as mais difíceis, dos meus tempos de jornalista: Bósnia, Iraque e Israel. Conhecer quem lá vive foi a experiência humanamente mais enriquecedora que se possa imaginar. Foi lá que aprendi boa parte do que julgo saber sobre a natureza humana, as luzes e sombras do que somos, e como andamos tanto tempo preocupados com coisas que, afinal, não são assim tão importantes.
O FILME: “Cyrano de Bergerac”
Como acho impossível escolher o ‘melhor’ filme, escolho o mais bonito: Cyrano de Bergerac, de Jean-Paul Rappeneau, com Gérard Depardieu. Duas horas e um quarto completamente em verso, monólogos e diálogos arrebatadores, a beleza de um clássico. Revejo-o pelo menos uma vez por ano, como exercício de ‘higiene mental’.
O RESTAURANTE: Faz Figura
Já era cliente do Faz Figura, um restaurante com 40 anos de história, um espaço repleto de carisma. Quando surgiu a oportunidade de ficar com o negócio, o meu pai e eu não hesitámos, e já cá estou há dez anos.

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