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José Manuel Saraiva

José Manuel Saraiva

D.R.

A escolha de... José Manuel Saraiva

Retirado do jornalismo e a viver no Luxemburgo, o autor de “Rosa Brava” acaba de lançar o seu sexto romance, “O Bom Alemão”.

CARAS
12 de julho de 2015, 19:00

José Manuel Saraiva nasceu em 1946, estudou em Coimbra e dedicou a sua vida profissional ao jornalismo, tendo pertencido aos quadros de O Diário, Diário de Lisboa, Grande Reportagem e Expresso. A sua primeira incursão no romance foi em 2001, com As Lágrimas de Aquiles, a que se seguiram Rosa Brava, Aos Olhos de Deus, A Terra Toda e A Última Carta de Carlota Joaquina. Da Guerra Colonial na Guiné guardou as memórias do sofrimento, medo e angústia que o ajudaram a entrar na vida das personagens do seu novo romance, O Bom Alemão, que conta a história de Nicole e Fritz, dois jovens que têm muito pouco em comum para além de um passado marcado pela Segunda Guerra e por sucessivos desaires amorosos.
O Filme - “Era Uma Vez na América”
Sergio Leone pinta um verdadeiro fresco sobre uma certa Nova Iorque do princípio do século passado, marcada pela Lei Seca e pelo crescimento da máfia judaica, tendo como pano de fundo principal o bairro pobre dos imigrantes e dos operários. Robert de Niro (Noodles) e James Woods (Max) são notáveis nos seus papéis de gangsters, amigos e cúmplices na juventude e mais tarde rivais, apaixonados pela mesma mulher, a lindíssima Elizabeth McGovern (Deborah). É um filme duro, por vezes brutal, em que os gestos e os silêncios valem mais do que as palavras, mas ao mesmo tempo de uma beleza comovente. Se a isto juntarmos uma banda sonora fabulosa da autoria de Ennio Morricone, temos um filme que revejo sempre com o mesmo prazer.
O Museu - Salas de Guerra e Museu Churchill
No coração de Londres. As catacumbas de onde Churchill comandava o governo britânico e conspirava contra a Alemanha nazi, e que foram mantidas em segredo até aos anos 80. Equipamento, mobiliário e documentos foram conservados, a fim de reproduzir o ambiente que se vivia dentro daquele bunker. Não me foi difícil imaginar a azáfama e a tensão vividas naquele espaço então acessível a muito poucos, o toque ininterrupto dos telefones, a chegada e a saída de relatórios altamente confidenciais, as discussões intensas ou a figura galvanizante de Churchill entre baforadas dos seus inseparáveis charutos. Ao lado das Salas de Guerra, um museu inteiramente dedicado a este homem extraordinário. Não apenas ao político, mas também ao pintor, escritor, viajante, repórter de guerra e orador brilhante e mordaz. Enfim, um verdadeiro parque de atrações para adultos...
O Livro - “A Louca da Casa”
De Rosa Montero, é um livro admirável e de enorme sensibilidade. A jornalista e escritora espanhola junta à sua autobiografia (romanceada) a biografia (ainda que breve) de numerosos escritores que, por uma razão ou por outra, ficaram para a história da Literatura. Da leitura desta obra ficamos a conhecer melhor a fantasia e os sonhos, a loucura e a paixão, os medos e as dúvidas de mais de uma centena de autores, entre eles Tolstói, Robert Walzer ou Truman Capote.

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