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Herman José

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D.R.

A escolha de... Herman José

É um dos rostos mais mediáticos da televisão portuguesa. Tem 60 anos bem vividos e 40 de uma carreira cheia de humor e genialidade.

CARAS
25 de janeiro de 2015, 20:00

O pai, Herman Luís Krippahl, queria que fosse engenheiro, a mãe, Maria Odete, que fosse feliz. O desejo do pai saiu gorado, já o da mãe tem traçado o percurso de Herman José, hoje com 60 anos. Figura incontornável do panorama artístico nacional, aquele que é agora o apresentador de Há Tarde, da RTP, conquistou a pulso o lugar cimeiro do humor e mostrou ser um artista dos sete ofícios. Personagens como Tony Silva, Serafim Saudade, Sr. Contente ou Maximiana são inesquecíveis. Nestes 40 anos de carreira, fez teatro, deu cartas na música, dominou a televisão e são muitos os espetáculos com os quais corre o país. O mais recente é One (Her)man Show, integrado no Festival de Humor – Solrir, que animou o Palácio de Congressos do Algarve, na Herdade dos Sal­gados, em Albufeira, no dia 4 de janeiro. 
A Viagem -  Nova Iorque
A minha Disneyland privada. É de lá que trago a minha pasta dentífrica, o meu perfume, o meu Alka Selzer mastigável a saber a rebuçado, as muitas memórias de bons musicais, o melhor Tennessee Williams, o bom jazz e a alegria de, em Newark, Boston, Fall River ou Mineola, ter o privilégio de atuar para o melhor público do mundo: a generosa comunidade portuguesa temperada por décadas do humor mais ágil do mundo.

A Cidade -  Paris e Lisboa
Entre Paris e Lisboa, mon coeur balance”… Lisboa dá-me a segurança, a paz, a luz, mas Paris dá-me o sonho. Passear pelas montras da Faubourg é acampar às portas do paraíso consumista. Jantar ostras a cheirar a mar e lua, embaladas em champanhe, é adormecer de prazer nos braços de Epicuro. Passar um fim de semana com vista para a Vendôme é morrer de amor.
O Espetáculo -  “One (Her)man Show”
Um espetáculo que tem tantos anos de evolução quantos o Solrir de existência. Munido de piano, viola e alguns gadgets surpreendentes, proponho um jogo de gargalhadas, música e memória de duas horas responsáveis pela melhor fase artística da minha vida. Foi na estrada que comecei, foi regressando a ela que renasci. Espero morrer nela – preferencialmente bem tarde.
O Livro -  Qualquer um da Rita Ferro
Sinto-a como uma alma gémea, na ironia, na insaciável procura de conhecimento, no fascínio pela língua portuguesa. Ter a tentação de a arrumar na prateleira da literatura light é maldade de quem a inveja, ou de quem nunca a leu. O prémio Pen Clube Português de Narrativa atribuído pelo seu A Menina é Filha de Quem? foi mais do que um ato de justiça, foi uma importante chamada de atenção para a deliciosa densidade do seu mundo.
O Restaurante -  Belcanto 
O Belcanto de José Avillez é avassalador. Embarcar numa viagem gastronómica num dos seus menus deliciosos e complexos é esquecer o cinzentismo do nosso dia-a-dia e levantar voo a caminho da mais colorida das experiências. Pisca-se o olho a Ducasse, cita-se Ferran Adrià, faz-se corar Heston Blumenthal de inveja. Vale cada cêntimo investido. 

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