Nas Bancas

Janita Salomé

Janita Salomé

D.R.

A escolha de… Janita Salomé

O músico do Redondo prossegue no seu novo disco, ‘Em Nome da Rosa’, o seu trabalho de pesquisa das origens da nossa música popular.

Redação CARAS
14 de setembro de 2014, 19:00

João Eduardo Salomé Vieira, que é como quem diz Janita Salomé, não precisa de apresentações. O seu trajeto, a solo ou alinhando com outros músicos, como José Afonso, o seu irmão Vitorino ou o grupo de Cantadores do Redondo, é bem conhecido. Sempre dedicado à investigação e divulgação da nossa tradição musical popular de forte raiz mediterrânica, Janita, nascido há 67 anos na vila alentejana do Redondo, tem uma vasta discografia e uma carreira multipremiada. No seu novo CD, Em Nome da Rosa (que o levou a estúdio menos de um ano depois de Moda Impura), faz uma viagem às suas raízes sefarditas, interpretando alguns temas do cancioneiro dos judeus de origem espanhola e portuguesa.
O LIVRO: “A Senhora”
Assim ficou conhecida Gracia Nasi, judia, banqueira nascida em Lisboa nos primórdios do século XVI. Obrigada, tal como milhares de judeus, a fugir dos horrores da Inquisição, ajudou inúmeros compatriotas seus no êxodo para paragens distantes da Península Ibérica. Muito mais nos revela esta obra de Catherine Clément sobre os resultados nefastos deste acontecimento na economia portuguesa da época, e não só.
O DISCO: “A Hundred Silent Ways”
Bastante jovem, o pianista Filipe Raposo afirmou-se já como um dos grandes compositores da música portuguesa do nosso tempo. Versátil, criativo, também grande orquestrador, revela nesta obra todo o seu talento e a promessa de que o seu nome figurará na história da música portuguesa.
O CONCERTO: Vitorino
É autor de alguns dos mais belos temas da música portuguesa. Os concertos do meu irmão Vitorino são sempre marcantes. Comunicativo, ao contrário do que injustamente afirmou um conhecido cantautor português há algum tempo, as suas apresentações são sempre vivas e participadas. Com voz épica e vibrante, ou aveludada e terna, o meu irmão proporciona em cada concerto viagens ao passado, presente e futuro da música portuguesa.
A VIAGEM: Interior do Alentejo
A começar em Marvão, se faltarem os travões podem chegar até Vila Real de Santo António. De permeio encontram paisagens paradisíacas, da montanha à contemplativa planície, aquele espantoso “mar interior” (Alqueva) e a diversificada e deliciosa gastronomia. Atenção aos pecaminosos vinhos! Portalegre, Campo Maior, Borba, Redondo, Reguengos, Vidigueira, Pias, Amareleja...
O FIM DE SEMANA: Herdade Água d’Alte
Situada na serra d’Ossa, concelho do Redondo, em local privilegiado, onde a Natureza exagera na sua exuberância entre a montanha e a planície. Construção tradicional de grande rigor e conforto irreprimível, amabilidade extrema no acolhimento, requinte e tradição na cozinha. O Alentejo em todo o seu esplendor.

Palavras-chave

Comentários

ATENÇÃO: ESTE É UM ESPAÇO PÚBLICO E MODERADO. Não forneça os seus dados pessoais (como telefone ou morada) nem utilize linguagem imprópria.

Nas Bancas

Newsletters

Receba grátis no seu email as notícias, as últimas caras!

Caras Nas Redes

Mais na Caras