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Ricardo Marques

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D.R.

A escolha de... Ricardo Marques

No seu novo livro, o jornalista, de 40 anos, retrata o quotidiano dos portugueses no ano em que eclodiu a I Guerra Mundial.

Redação CARAS
7 de setembro de 2014, 18:00

Editado pela Oficina do Livro, o mais recente livro de Ricardo Marques, 1914, Portugal no Ano da Grande Guerra, é um retrato do  país no ano em que começou a Primeira Guerra Mundial. Aborda as pequenas histórias de todos os dias, episódios que quase nunca cabem na grande História. “Escrevi antes Os Fantasmas do Rovuma, uma reportagem sobre as campanhas portuguesas no Norte de Moçambique durante a Grande Guerra. A investigação começou quando procurava informações sobre um antepassado e, dois anos depois, foi este livro que me inspirou para escrever o 1914”, explica. Casado e pai de duas filhas, o autor, de 40 anos, trabalha como jornalista no Expresso, tendo antes passado pelo Correio da Manhã e pela revista Sábado.
A Frase - Descobri-a há pouco tempo
“Portugal surge-me como uma formosa e gentil rapariga do campo que, de costas para a Europa e sentada à beira-mar, junto à própria orla onde a espuma das ondas gemebundas lhe banha os pés descalços, com os cotovelos apoiados nos joelhos e a cara entre as mãos, olha o sol a pôr-se nas águas infinitas. Porque para Portugal o sol não nasce nunca: morre sempre no mar, que foi teatro das suas proezas e berço e sepulcro das suas glórias.” Miguel de Unamuno, ensaísta espanhol que morreu em 1936.
Um Livro - "Dom Camilo e o Seu Pequeno Mundo”
Não é um dos grandes livros da história. Nem sequer está lá perto. Giovanni Guareschi, um jornalista italiano que passou dois anos preso em campos alemães durante a II Guerra Mundial, também não está entre os autores mais consagrados. Nem sequer é dos mais conhecidos. No entanto, este Dom Camilo, de Guareschi, é um dos exercícios mais bem conseguidos de tornar simples aquilo que é complexo. E fá-lo através de um padre que não resiste a uma cena de pancadaria e de um comunista capaz de, na véspera de Natal, se sentar a pintar as delicadas figuras do presépio da igreja. São os melhores amigos e os piores inimigos, como diria o Cristo que fala.
Um Disco - “Desfado”, de Ana Moura
Basta dizer que nos últimos meses é o disco oficial do carro. Agrada a adultos e a crianças; “tem músicas de inverno e de verão”, como dizem as crianças, e faz sempre sentido, independentemente da paisagem lá fora.
Um Destino - Berlenga
São todos os anos os verdadeiros dias de descanso.
Um Restaurante - A Tasca do Joel
Já foi o segredo mais mal guardado de Peniche. Hoje é apenas obrigatório. Fica na Rua do Lapadusso, 73.

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