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Tiago Salazar

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D.R.

A escolha de... Tiago Salazar

Jornalista e escritor, é ainda autor de um programa de viagens exibido atualmente pela RTP2. Uma longa viagem ao Brasil foi o mote para estas suas escolhas.

Redação CARAS
16 de setembro de 2012, 19:00

Tiago Salazar nasceu em Lisboa em 1972. Formou-se em Relações Internacionais e estudou Guionismo e Dramaturgia em Londres. Trabalha como jornalista desde 1991, tendo publicado no Diário de Notícias, Grande Reportagem, Vogue e revista Egoísta, entre outros títulos. Foi vencedor do prémio Jovem Repórter do Centro Nacional de Cultura em 1995. Publicou quatro livros de viagens: Viagens Sentimentais, A Casa do Mundo, As Rotas do Sonho e Endereço Desconhecido. Atualmente é jornalista freelancer, cronista da revista Visão & Viagens, guia de Viagens Literárias na agência de viagens Nomad e formador na área da escrita e literatura de viagens. É ainda autor e apresentador do programa Endereço Desconhecido, em exibição na RTP2.
O Livro - "A Via Crucis do Corpo"
Dificílimo eleger “o” livro, mas a ser um, nesta viagem tão bela quanto dolorosa (as saudades são terríveis...), pode ser A Via Crucis do Corpo, da Clarice Lispector. Assim de repente, o porquê da eleição está na página 61: “Mas que música triste! Não é preciso ser triste para ser bem educado. Vou convidar Chico Buarque, Tom Jobim e Caetano Veloso e que cada um traga a sua viola. Quero alegria, a melancolia me mata aos poucos.”
A Série - “Endereço Desconhecido”
Entre agosto e dezembro de 2011 viajei por 12 estados brasileiros na recolha de conteúdos para o programa de viagens Endereço Desconhecido. Estes programas são o resultado de encontros do acaso, das coisas que acontecem aos viajantes quando se entregam ao princípio de que são os países e os lugares que os atravessam (e não o contrário).
A Viagem – Brasil

Talvez deva antes dizer aos Brasis, sendo este um país-continente, abençoado não só pela obra e graça de Deus, mas pelas construções apaixonadas do filho Homem. De um estado para o outro, mesmo quando é o vizinho do lado, tudo muda: a paisagem, a temperatura, os cheiros, os rostos, a fala. Síntese extraordinária de harmonias, de dialetos, de religiões, de sons e de uma alegria que finta o mais melancólico dos viajantes.
O Local – Bahia

Foi aqui que vi a baiana bela na companhia da filha não menos bela. Os pescadores no arrastão do xaréu. Os jovens namorados no crepúsculo. Os meninos vagueando pelas praias, abandonados, mas ainda apaziguados e sem violência, exibindo e equilibrando pássaros na cabeça para ganhar a vida. Conhecer a história da Costa do Cacau é ler um romance de Jorge Amado: coronéis, dinheiro, mulheres, pianos de cauda, banquetes, casinos e fazendas. 
O Objeto – Telemóvel

O telemóvel (iPhone, já agora). Não fora o telefone e não teria partilhado com a minha mulher e os meus filhos uma caminhada no canyon dos Aparados da Serra, um entardecer de antologia embarcado no Amazonas, um amanhecer nos Lençóis Maranhenses, o rescaldo de uma surfada em Santa Catarina, um nascer do dia no Pantanal...

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