Nas Bancas

Margarida Pinto Correia

Margarida Pinto Correia

João Lima

A escolha de... Margarida Pinto Correia

A atriz, jornalista, radialista e apresentadora, de 46 anos, tem dedicado os últimos anos à Fundação do Gil, da qual é administradora executiva.

26 de fevereiro de 2012, 18:00

Formada em Relações Internacionais pelo ISCSP, em Lisboa, Margarida Pinto Correia começou a trabalhar no extinto semanário Se7e, passou pela rádio, apresentou alguns programas de televisão, estreou-se em teatro na Cornucópia, em 1982, participou em séries, curtas e longas metragens, foi diretora da revista Cosmopolitan, entre muitos outros projetos impossíveis de referir aqui. É, desde outubro de 2003, a cara visível da Fundação do Gil, projeto ao qual se tem dedicado de corpo e alma. Da sua relação de 14 anos com o músico Luís Represas nasceram os filhos Nuno, de 11 anos, e José, de oito.
O LIVRO - “Não Podemos Ver o Vento”,  de Clara Pinto Correia
Não ouvi falar suficientemente nele, não ouvi recomendar suficientemente, e não percebo porquê: é estonteante e inebriante, e é muito nosso, do nosso ADN imaginário, da nossa relação já mais imaginada do que outra coisa com as ex-colónias, ou, mais concretamente, com o ‘que não sabíamos que se passava mas alguma coisa era’ da guerra colonial. Lê-se a galope, põe-nos em questão mil vezes, surpreende-nos no fim, e sim, se foi escrito pela minha irmã, como é que eu ia recomendar outro?
O CD - "Transformer”, de Lou Reed
O que poderei ouvir em qualquer circunstância e que me saberá sempre bem. O magistral que não morre nem sai da linha, mesmo tendo já quase 40 anos… Aprendi a ouvi-lo com as minhas irmãs e nunca mais o larguei. Devolve-me a mim. Eterno e bom.
O RESTAURANTE - A Choupana, em Vila Nova de Milfontes
O peixe fresco é quase ofuscado pela beleza da paisagem, pela infindável variedade da luz e do mar, das marés e do ranger das madeiras... É um fim do mundo controlado, aqui mesmo ao lado, que até custa partilhar, e onde vou muito menos do que gostaria. Mas com que sonho o ano inteiro..
O BAR - Xafarix
Onde se pode ir sozinho, onde a música ao vivo é uma constante e a boa disposição um império, e onde nos sentimos sempre em casa. (OK, eu sou suspeitíssima, mas garanto que já era assim antes... e que agora está ainda melhor!) São três gerações que ali se cruzam sem  crises nem gaps, e isso sabe muito bem.
O FIM DE SEMANA - A bordo, no mar
Só com o som do mar. À vela. Na Arrábida ou no fim do mundo, de braço dado com o vento, com petiscos, dormindo a ouvir escotilhas a bater nos mastros.
A VIAGEM - Antártida
Repetiria todos os anos. Fui duas vezes em reportagem e nada chega aos calcanhares da Terra Sem Dono, do bailado das baleias, do rugir dos glaciares, da graça dos pinguins, do terror das focas-leopardo, do azul dos icebergues... É um silêncio cheio de coisas a que me reporto muitas vezes. E a imensidão. Falta-me ir a Machu Picchu, Vietname, Butão, Gronelândia e Islândia.

Comentários

ATENÇÃO: ESTE É UM ESPAÇO PÚBLICO E MODERADO. Não forneça os seus dados pessoais (como telefone ou morada) nem utilize linguagem imprópria.

Nas Bancas

Newsletters

Receba grátis no seu email as notícias, as últimas caras!

Caras Nas Redes

Mais na Caras