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João Lima

A escolha de… Maria Ana Bobone

Reconhecida como uma das mais talentosas artistas da sua geração, a fadista, de 41 anos, tem-se aventurado por outros caminhos musicais.

CARAS
10 de janeiro de 2016, 19:00

Cantava em coros de igrejas e em casamentos ao lado de amigos quando o fadista João Braga a descobriu e se deixou encantar pela sua poderosa voz. Estreou-se a cantar fado aos 16 anos, mas, simultaneamente, quis concluir os cursos de Piano e de Canto do Conservatório Nacional de Música de Lisboa, a que se seguiu uma licenciatura em Comunicação Social e Cultural pela Universidade Católica de Lisboa. No seu mais recente álbum, Smooth, cujas receitas revertem na totalidade para a Associação Portuguesa Contra a Leucemia, Maria Ana Bobone assume a composição da maioria dos temas, abordando outras linguagens musicais, como folk, country e pop.
A fadista é mãe de três filhos, Frederico, de 13 anos, Leonor, de nove, e Francisca, de cinco.
A VIAGEM: Goa
Tem uma energia única, uma forma de estar singular. No concerto que apresentei em Panjim, testemunhei o enorme carinho que ainda se sente pela música e cultura portuguesas. Foi uma viagem mágica.
O FILME: “África Minha”
Por ter passado a lua-de-mel no Quénia e tê-lo visto antes, durante e depois de ir, sinto que também faz parte da minha história. É inteiramente verdade que há novas descobertas cada vez que se revê.
A EXPOSIÇÃO: Casa-Museu Medeiros e Almeida
Encontrei recentemente a coleção deste museu, com belíssimas e preciosas obras de arte que revelam um bom gosto eclético e cosmopolita que nos transporta para outros tempos.
O FIM DE SEMANA: Alto Douro Vinhateiro
As minhas raízes nortenhas vibram com esta paisagem e cada vez que volto oiço o tom solene com que os meu pais ma apresentaram em pequena e me chamaram a atenção para as suas particularidades. Convida ao descanso e adoro as gentes do norte e a simpatia com que nos recebem.
O ESPETÁCULO: Les Misérables”
Um dos marcos da minha instrução musical. É intemporal a música, a orquestração, os coros, a encenação. Primeiro ouvi as músicas numa cassete, ainda na escola, mais tarde pude ver em Londres e nunca mais esqueci.
O LIVRO: “Fernão Capelo Gaivota”
Recebi-o este ano e ao ler as primeiras páginas percebi que já o lera na adolescência. É um verdadeiro convite para quem tem na alma a vontade de voar!
O BAR: Clube do Fado
Onde canto todas as semanas e onde me sinto verdadeiramente em casa. Além de ter o charme natural de um restaurante/bar em Alfama, é um verdadeiro polo cultural e ponto de encontro dos mais variados músicos, intérpretes, compositores e atores.

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