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Rodrigo Herédia e Francisco Mendes

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D.R.

Francisco Mendes: “É bom saber que há gente a pensar o surf de forma séria em Portugal”

Depois de Ricardo Trêpa e Manel Sá Pessoa, chegou a vez de Francisco Mendes ser entrevistado por um dos atletas que vai disputar o Capítulo Perfeito powered by Billabong, numa iniciativa inédita em que alguns dos surfistas mais votados pelo público foram desafiados a entrevistar os Embaixadores do evento, figuras bem conhecidas do panorama audiovisual português e amantes assumidos do surf. Desta vez, coube a Rodrigo Herédia, também ele uma personalidade bem conhecida do público, desempenhar o papel de entrevistador. Nesta conversa a dois, Francisco fala sobre a forma como começou a dedicar-se mais seriamente ao desporto que o apaixona e sobre a experiência de comentar, em direto, etapas do Circuito Mundial de Surf.

Divulgação
2 de fevereiro de 2014, 14:15

Rodrigo Herédia – Comoapareceu o surf na tua vida?
Francisco Mendes – Eu vivi ecresci no Meco, junto ao mar, e sempre tive contacto com o bodyboard e com osurf. A primeira vez que comecei a ver o surf de forma mais intensa foi quandofui para a Costa Vicentina e conheci o pessoal da Escola de Surf do LitoralAlentejano (ESLA), nomeadamente o Flávio e o Hélio, que se tornaram grandesamigos meus. Desde essa altura – já lá vão uns 10 anos –comecei a levar o surfmais a sério, embora sempre tenha tido contacto com a modalidade desde miúdo.
Qual a tua opinião sobre o Capítulo Perfeito e o modelo de convites porvotos do público?
– Este evento revela que há pessoas em Portugal que pensam o surf e esteestilo de vida de uma forma muito interessante e séria. Só vem provar que nós,portugueses, sabemos promover muito bem o nosso país, mais especificamente asnossas praias e a indústria do surf. Quanto ao evento em si, a ideia não podiaser melhor porque envolve todas as pessoas, não só da comunidade do surf mas tambémde fora, pessoas que lentamente começam a ficar curiosas em relação ao surf equerem saber quem são os surfistas escolhidos pelo público para participarnesta prova especial. É um evento transversal e abrangente, que traz muitaexposição para os nossos surfistas e para as nossas ondas, o que é ótimo para amodalidade.
Na tua vida profissional, estiveste e estás ligado a um programa de músicana RTP, mas recentemente foste convidado a comentar a transmissão em direto doCircuito Mundial de Surf na FUEL TV. Como foi essa experiência?
– Tem sido uma experiência muito interessante. Confesso que a minhaprincipal preocupação é comunicar o surf enquanto entretenimento e não na suavertente técnica. Não sou assim tão especialista! (risos) Acho muitointeressante convidarem surfistas, juízes, atletas e demais figuras do surfnacional para comentarem este tipo de campeonatos, o que acaba por enriquecerainda mais o conteúdo das transmissões. Resumindo, foi uma experiência muitoagradável que

adorava repetir. É umacoisa que me dá imenso prazer fazer e acho que ainda tenho uma grande margem deprogressão nesta área.
Em que praias te podemos encontrar?
– Surfo muito na Costa da Caparica durante a semana, quando tenho umintervalo entre as gravações. Também costumo ir para Peniche, onde tenho amigosque me sabem receber muito bem. Mas sempre que posso vou lá para baixo, para azona de São Torpes, na Costa Vicentina. Costumo surfar nos Aivados, no Malhão,na Arrifana e em mais dois ou três spots que não revelo para não atrairmuita gente! (risos)
Qual a onda que mais gostavas de surfar?
– Posso dizer que a onda que mais gostei de surfar na vida foi a onda daFajã de Santo Cristo. Primeiro, porque é um sítio paradisíaco e de uma energiaincrível; depois, porque tive a sorte de apanhar um swell muito bom, em que asondas estavam perfeitas, muito compridas e com muita parede para eu podermelhorar o meu surf. Agora, o sítio onde mais gostava de surfar? Talvez aIndonésia. Nunca lá fui e gostava de experimentar uma daquelas ondas maisagressivas. Acho que já está na altura de fazer isso.

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