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Iva Lamarão: "Não gosto de representar nem tento ser o que não sou"

Modelo e apresentadora, Iva é um dos rostos incontornáveis da SIC, onde começou a trabalhar há quatro anos.

Andreia Cardinali
25 de dezembro de 2012, 14:00

Àprimeira vista, Iva Lamarão destaca-se sobretudo pela aparência, mas a essa soma um percurso profissional bem definido, que a fez apostar na moda e na televisão, mas também na ciência: é licenciada e mestre em Bioquímica pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Uni­versidade de Coimbra.
Iva iniciou a sua carreira na moda em 1998, quando venceu o concurso Super Model of The World. Em 2001 seria eleita Miss Portugal. Hoje, continua a fazer alguns desfiles, mas a televisão é a sua verdadeira paixão. Aos 29 anos, a modelo, apresentadora e repórter do Fama Show é já um dos rostos incontornáveis da SIC.
Feliz com o seu percurso profissional, que considera ter sido feito serena e solidamente, Iva vive ainda uma fase plena a nível emocional, já que encontrou o amor junto do futebolista do Deportivo da Corunha, André Santos.
– Começou como manequim. Sempre quis ingressar no mundo da moda?
Iva Lamarão –
Foi curiosidade. Vi aqueles cupões nos jornais a anunciar o concurso, o primeiro em que participei, fui selecionada e foi assim que tudo começou.
– Como é que os seus pais reagiram, já que tinha apenas 15 anos?
Ficaram muito surpreendidos, pois não sabiam que tinha concorrido. Começaram por se sentir um pouco desconfiados, mas acompanharam-me. A m­i­nha mãe veio comigo para Lisboa, pois sempre morei em Ovar, esteve sempre ao meu lado e ainda hoje é assim, acompanham-me em tudo.
– E como passou da moda para a televisão?
Surgiu um casting, na altura, para o programa Quando o Telefone Toca e tive a sorte de ficar. Tinha vontade de experimentar televisão, embora sem grandes obsessões, já que estava a formar-me numa área completamente diferente. Nunca tinha feito nada, comecei logo a fazer diretos, foi muito assustador, as pessoas diziam que não tinha perfil para tal, mas fui-me adaptando.
– A televisão era, então, algo com que sempre sonhou?
Sim, era um sonho, um gosto, uma vontade. Se não acontecesse e não tivesse essa possibilidade  seguiria com o que tinha programado para a minha vida.
– A bioquímica é com certeza também uma paixão. Como concilia as duas?
Eram duas áreas que de gostava muito, a ciência e a tele­visão... Os meus pais diziam que muita gente queria ir para a televisão, para não me deixar deslumbrar – o que nunca deixei – e para seguir a outra vertente. Foi isso que fiz, inscrevi-me em vários cursos, calhou-me Bioquímica, adorei e se tivesse seguido esse caminho, provavelmente não estaria em Portugal neste momento.
– Pensa nisso? Como seria a sua vida se tivesse optado pela ciência?
Não, porque gosto muito daquilo que estou a fazer. Se estivesse em bioquímica não estaria tão feliz. Gosto muito do que faço. Posso chegar a casa cansada do trabalho, mas chego feliz.
– Está na SIC há quatro anos. Tem conquistado o seu espaço aos poucos e com tranquilidade...
Sim, é assim que eu sou. As coisas feitas à pressa não são bem feitas. Claro que quero que as coisas aconteçam, as oportu­nidades surjam e fico muito feliz quando isso acontece, mas gosto de fazer tudo com calma para dar passos certos e ir por um caminho que me leve para algum lado. Hoje sinto-me mais segura do que sentia quando comecei e isso faz-me sentir que estou no bom caminho.
– O mais difícil é estar longe da família, já que estão em Ovar?
Saí de casa para ir estudar para Coimbra durante seis anos, por isso, já estava habituada a estar longe. Claro que me custa estar longe deles, seria melhor  podermos partilhar as coisas com mais intensidade, mas a vida é mesmo assim e eles vêm cá muitas vezes.
– Preocupa-se em não defraudar as expectativas que eles têm de si?
Não penso nisso, tenho os meus valores já definidos, os que eles me incutiram. Ajo consoante aquilo que acho ser certo para mim e me faz feliz.
– Continua a ser a pessoa que era antes de ser reconhecida pelo seu trabalho?
Continuo, mas não tão inocente como era quando saí de Ovar. Os valores principais estão presentes e não pretendo mudar isso, nunca. A experiência mantém-me igual, só menos tímida.
– Percebe-se que é um pouco tímida, mas em televisão ultrapassa isso...
Sou reservada, não me dou logo aos outros, gosto de chegar a um sítio e ver primeiro o que se passa em meu redor. Quando me dou, sou genuína. Não gosto de representar nem tento ser aquilo que não sou. Em televisão é o meu trabalho, tenho de me mostrar, é o meu momento e realmente transformo-me, exatamente co­mo me acontece na passerelle.
– Entretanto, consegue manter uma relação à distância, já que o seu namorado [André Santos] joga em Espanha. Como lida com isso?
Não gosto muito de falar da minha vida pessoal, mas estou bem, feliz, está a correr tudo mui­to bem e estamos a conjugar as coisas da melhor forma possível.
– Vejo que as suas reservas se aplicam ao lado pessoal?
É um lado que tenho de proteger... Percebo que as pessoas tenham interesse em conhecer o outro lado da minha vida, mas é um lado que quero preservar para mim e para as pessoas que fazem parte dele. Há um limite que não quero passar...
– E perguntar se casar-se e ter filhos faz parte dos planos é ultrapassar o limite?
[Risos]. Neste momento estou muito focada na minha carreira, mas claro que faz parte dos planos. Sempre tive vontade de me casar, pela igreja, com tudo aquilo a que tenho direito. Não sei se um dia irá acontecer, pois as coisas mudam, mas gostava que assim fosse. Ser mãe é também algo que gostava de concretizar, mas não penso nisso por agora.

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