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Maria João Simões e Ricardo Lima Rodrigues: Dez anos de um casamento com muita paixão

O casal conta como superou vários desafios ao longo desta década.

Marta Mesquita
24 de dezembro de 2012, 10:00

Maria João Simões, de 37 anos, e Ricardo Lima Rodrigues, de 34, comemoram em janeiro dez anos de casamento, mas os olhares cúmplices e as constantes declarações de amor que trocam fazem lembrar a paixão e o entusiasmo de quem vive os primeiros anos de uma relação. O segredo para manterem a ‘chama’ acesa parece simples: “Tentamos sempre perceber o que se passa com o outro e nunca dormimos de costas voltadas. Na nossa relação é tudo natural e espontâneo. Por isso, o nosso casamento é tão coerente e sólido”, explica Maria João, atualmente guest service manager da Pousada de Cascais.
Em plena época natalícia, a CARAS conversou com a antiga apresentadora de televisão e o empresário sobre os maiores desafios que têm vivido ao longo desta dé­cada de casamento.
– Viveram em São Tomé entre 2007 e meados de 2010. Como correu essa aventura?
Ricardo Lima Rodrigues
– Fomos para São Tomé por motivos profissionais. Estivemos lá durante três anos e foi uma experiência inesquecível e muito marcante, porque correu tudo bem e deixámos lá muitos amigos.
Maria João Simões – Quando fomos, estávamos numa fase em que queríamos ter uma experiência fora de Portugal. Depois, como tivemos o convite do grupo Pestana para ir trabalhar para lá, juntámos o útil ao agradável. Achámos que São Tomé seria o sítio ideal para desenvolvermos algumas ideias e apostámos num projeto ligado ao chocolate, outro às flores e tivemos uma loja no próprio hotel de cinco estrelas onde trabalhávamos. Foram projetos que correram bem, mas como São Tomé não se desenvolveu tanto como pensávamos, ao fim de três anos decidimos regressar.
– Estarem afastados da família e dos amigos, trabalharem juntos e viverem todos os dias a mesma rotina deve ter sido um grande desafio enquanto casal...
Ricardo
– Para nós nunca foi. Adoramos estar juntos o dia inteiro! Não cria nenhum atrito, muito pelo contrário.
Maria João – Nunca fomos para São Tomé para testarmos a nossa relação. Eu estou sempre desejosa que acabe o dia para poder estar com o Ricardo. E sinto isso todos os dias. Sempre fomos muito agarrados um ao outro.
– Ao ouvir-vos parece que o que sentem um pelo outro ao fim de uma década de casamento contraria por completo aquela ideia de que a paixão se esgota nos primeiros anos de relação...
– Nós estamos sempre a dizer o quão gostamos um do outro. Parece que com os anos até tenho mais vontade de estar com o Ricardo. Somos verdadeiramente felizes quando estamos juntos. Claro que, como todos os casais, temos aqueles dias em que as coisas podem não correr tão bem, mas tentamos sempre perceber o que se passa com o outro e nunca dormimos de costas voltadas. Na nossa relação é tudo natural e espontâneo. Por isso o nosso casamento é tão coerente e sólido.
Ricardo – Temos é de dar valor àquilo que realmente é importante na vida. Além de ser a minha mulher, a João é a minha melhor amiga e confidente. Não vale a pena zangarmo-nos por coisas que não fazem sentido. Temos de fazer feliz quem nos faz felizes e tudo se resume a isso. Quando amas, entregas-te totalmente a outra pessoa. Dois passam a ser um.
Ainda não têm filhos. Já pensam nisso?
Maria João
– Sim, pensamos. Acho que o meu desejo de ser mãe começa a aumentar e desta vez não vamos adiar.
Ricardo – Desde o início do nosso casamento que queremos ter filhos, mas fomos adiando porque adoramos estar um com o outro.
– Mas têm receio de que um filho possa pôr em causa o vosso ‘paraíso emocional’?
Maria João
– Seria hipócrita se dissesse que não, porque efetivamente adoramos estar um com o outro. Claro que um filho vai ser o que de mais precioso teremos entre nós, mas pensamos muitas vezes como é que vamos ficar enquanto casal.
Ricardo – Há o receio de que a nossa vida de casal mude, mas o que vamos ganhar com o facto de termos um filho será certamente maior.
– A Maria João está a trabalhar numa área muito diferente da rádio e da televisão. Está a gostar?
Maria João
– Sim, bastante. No início deste ano surgiu o convite para integrar a equipa da Pousada de Cascais dentro da Fortaleza da Cidadela. É um espaço giríssimo e está a ser um desafio constante, porque temos de cumprir elevados padrões de serviço e de qualidade. Apesar de não ser rádio ou televisão, acabo por ter contacto com muitas pessoas. Também tenho uma equipa de trabalho ótima.
– E quer continuar a apostar nesta área profissional ou gostaria de voltar à rádio ou à televisão?
– Nunca digo que não a nada, mas para voltar à televisão teria de ser para dar a cara por algo com que me identificasse. Não tenho nenhuma obsessão pela televisão nem por esse mundo. A rádio sempre foi a minha paixão, mas também não regressaria com qualquer proposta. Não deixei de ser feliz por deixar de ter o reconhecimento do público. Nunca me achei mais do que ninguém só por ser uma pessoa conhecida. Desde que saí da televisão e da rádio tenho recebido alguns convites, mas ainda não se proporcionou voltar a trabalhar nessas áreas. Vou fazendo voz off para anúncios e documentários e vai dando para matar as saudades.

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