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Maria Rueff distinguida pela terceira vez com um Globo de Ouro

A atriz já tinha sido agraciada com este prémio em 2002 e 2013.

CARAS
15 de maio de 2016, 23:19

Maria Rueff está entre os vencedores da XXI dos Globos de Ouro. Aos 43 anos, recebeu o prémio de Melhor Atriz de Teatro, pelo desempenho em António e Maria, com adaptação e escrita para cena de Rui Cardoso Martins. “Estou tão comovida. Obrigada. Já é uma honra estar num painel de nomeadas com atrizes com quem eu aprendi tanto”, afirmou a atriz, agradecendo a todos com quem trabalhou neste projeto e a António Lobo Antunes (autor da obra na qual se baseia a peça) pela sua “enorme generosidade, que me deu carta completamente branca para fazer o que quisesse”.

Maria de Deus Rueff de Saro Negrão nasceu na Beira, Moçambique, a 1 de junho de 1972 e é uma das atrizes de comédia mais conhecidas em Portugal. Entrar na Faculdade de Direito de Lisboa chegar a ser uma opção, mas Maria Rueff decidiu trocar as leis pela representação, tendo-se especializado em Formação de Actores na Escola Superior de Teatro e Cinema de Lisboa.
A estreia aconteceu em 1991, na peça Quem Muda a Fralda à Menina?, do castelhano Francisco Ors, e sob a direção de Armando Cortez.
Ao lado de João Baião começou a animar a noite lisboeta com pequenos espetáculos em cafés. Foi então descoberta por Herman José e pouco tempo depois dava os primeiros passos em televisão, sob a alçada de Ana Bola. Participou em Os Bonecos da Bola (1993), A Mulher do Senhor Ministro(1994) e Herman Zap (1996), entre outros. Foi nesta altura que passou a integrar o elenco fixo dos programas de Herman José - Herman Enciclopédia (1997), Herman 98 (1998), Herman 99 (1999),Herman SIC (2000). Zé Manel Taxista, Rosette e Idália são algumas das suas personagens que mais marcaram o público.
Em 2001 estreou-se a solo em televisão, em O Programa da Maria, onde deu a conhecer novos talentos do humor português como Pedro Tochas, Mina Andala ou Nuno Lopes.
Entretanto foi também participando em peças de teatro – Inox (2002), Antes Eles Que Nós (2005), Celadon (2005), Avalanche (2006) – e filmes – Os Imortais (2003), A Passagem da Noite (2003), Filme da Treta (2006) e As Mil e Uma Noites (2015).
Em 2011 e 2012, integrou o elenco de Estado de Graça, na RTP, um programa de sátira a assuntos da atualidade. Nesta aventura esteve novamente rodeada por Ana Bola e Joaquim Monchique, entre outros humoristas, tal como voltou a acontecer em 2015, em Nelo & Idália, também da estação pública.
Em 2013 subiu ao palco do Coliseu dos Recreios para receber o segundo Globo de Ouro da sua carreira, pelo trabalho em Lar, Doce Lar, uma peça com encenação de António Pires.
No ano seguinte, Maria Rueff surpreendeu ao sair do registo do humor e integrar o elenco da novela da TVI Mulheres.
Na mesma categoria estavam nomeadas Alexandra Lencastre (na peça Plaza Suite), Dalila Carmo (na peça Lúcia Afogada) e Maria do Céu Guerra (na peça Play Strindberg).

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