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Diogo Infante arrecada quinto Globo de Ouro da sua carreira

Pelo papel na peça ‘Ode Marítima’.

CARAS
25 de maio de 2015, 00:11

Dezanove anos depois de vencer um Globo de Ouro pela primeira vez, Diogo Infante voltou a subir ao palco do Coliseu dos Recreios para receber o famoso troféu dourado. Desta vez, o ator, apresentador de televisão e encenador foi distinguido com o prémio de Melhor Ator de Teatro pelo desempenho na peça Ode Marítima. “Quero felicitar os meus colegas que muito dignificam este prémio e a CARAS e a SIC”, disse Diogo Infante antes de agradecer a toda a equipa técnica que o acompanha no espetáculo.
Diogo Nuno Infante de Lacerda nasceu a 28 de maio de 1967, em Lisboa. Parte da sua infância foi passada no Algarve e o seu primeiro trabalho foi como guia-intérprete. Entrou para a Escola Superior de Teatro e Cinema, em Lisboa, em 1988, e terminou o Curso de Formação de Atores três anos depois.
A estreia como ator profissional remonta a 1989, na peça As Sabichonas, de Molière, no Teatro Nacional D. Maria II. Seguiram-se depois A Morte de Danton (1990), Rei Lear (1992) e Os Espectros (1992) no Teatro Experimental de Cascais. Participou também em Ópera dos Três Vinténs (1992), O Tempo e o Quarto (1993) e Alguém Olhará por Mim (1994) no Teatro Aberto. Integrou também o elenco de Romeu e Julieta (2006), O Assobio da Cobra (2006), A Dúvida (2007), Hamlet (2007) e Édipo (2010), entre outras peças.
Como encenador, dirigiu O Amante, de Harold Pinter (1992), Segredos, de Richard Cameron (1993), Odeio Hamlet, de Paul Rudnick (1996), Um Vestido para Cinco Mulheres, de Alan Ball (1997), O Jardim Zoológico de Cristal, de Tennessee Williams (1999) e Laramie, de Kaufman (2006).
Diogo Infante também tem brilhado no cinema ao longo da sua carreira, destacando-se os filmes Nuvem (1992), Adeus Princesa (1994), Três Palmeiras (1994), Sinais de Fogo (1995), Tentação (1997), A Sombra dos Abutres (1998), Brava Gente Brasileira (2000), A Bomba (2001), Portugal S.A. (2004), Manô (2005) e Animal (2005).
No pequeno ecrã, o ator entrou em várias séries e telenovelas, como Por Mares Nunca Dantes Navegados (1991), A Banqueira do Povo (1993), Riscos (1997), Os Lobos (1998), Jornalistas (1999), Jóia de África (2002) [papel que lhe valeu o Globo de Ouro de Melhor Ator de Ficção Televisiva], Regresso a Sizalinda (2006), Depois do Adeus (2012), Mundo ao Contrário (2013), O Beijo do Escorpião (2014) e atualmente integra o elenco da novela Jardins Proibidos, da TVI.
Pátio da Fama (1995), As Canções da Nossa Vida (1999), Quem Quer Ser Milionário (2001) e Cuidado Com a Língua (2006) são os programas que Diogo Infante já apresentou.
Para além dos Globos de Ouro de Melhor Ator de Cinema em 1996 e 1998, de Melhor Ator de Ficção Televisiva em 2002 e de Melhor Ator de Teatro, em 2004, Diogo Infante já recebeu o prémio das Nações Unidas, em 1995 e o troféu de Melhor Ator no Festival de Gramado, pelo filme A Sombra dos Abutres, em 1999.
O ator, encenador e apresentador foi também diretor artístico do Teatro Maria Matos entre 2006 e 2008, tendo-se demitido por falta de verbas para colocar em prática os seus projetos. Ocupou depois o mesmo cargo no Teatro Nacional D. Maria II, tendo sido demitido em 2011, depois de a anunciar publicamente que colocaria o seu lugar à disposição caso o Governo insistisse em aplicar cada vez mais cortes.
Na mesma categoria estavam nomeados Ivo Canelas (no espetáculo Pedro Páramo), José Pedro Gomes (na peça Estamos Todos?) e Paulo Pinto (na peça Cyrano de Bergerac).

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