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Melhor Peça/Espetáculo: ‘A Varanda’

Com encenação de Luís Miguel Cintra.

Redação CARAS
15 de maio de 2012, 00:53

A Varanda, do escritor, poeta e dramaturgo francês Jean Genet, aqui encenada por Luís Miguel Cintra, está nomeada para o Globo de Ouro de Melhor Peça/Espetáculo. Peter Zadek, Peter Brook, Erwin Piscator, Roger Blin, Giorgio Strehler estão entre os encenadores que já a trabalharam e fizeram dela uma das peças mais comentadas do século XX.
“Ao contrário do que o título poderia levar a crer, tudo nesta peça é fechado em si próprio. Entre imagem e reflexo, e anulado o ser, ou a Verdade. Tudo se passa numa espécie de sistema fechado, como uma grande câmara de espelhos: a Varanda é o nome de um bordel ou casa de ilusões, dirigida por Irma e a sua ajudante Carmen. As prostitutas ajudam a construir fantasias para o prazer dos clientes que imitam ou espelham as relações e as estruturas do Poder: a Igreja, a Justiça, o Exército, a Polícia, mas também a relação patrão/escravo e rico/pobre e as relações amorosas. As cenas vão-se sucedendo como variantes da mesma ideia até à cena da própria Morte, associada ao momento da derrota de uma Revolução que não se sabe se realmente se está a passar lá fora, se faz parte da ilusão. Quando a janela da Varanda finalmente se abre sobre a praça e as personagens aparecem à varanda, ela transforma-se em espelho, na imagem que a praça quer ver, a imagem do poder. Numa moldura. E a praça: o poder que a praça glorificaria. Ou melhor, as imagens do poder. A violência política e poética do texto transformam esta peça num espécie de bárbara oratória, talvez um reflexo, ou uma imagem do nosso viver com os outros”, pode ler-se na sinopse do espetáculo.
Dinarte Branco, Dinis Gomes, Duarte Guimarães, João Grosso, José Manuel Mendes, Luísa Cruz, Luís Lima Barreto, Luís Miguel Cintra, Ricardo Aibéo, Rita Durão, Sofia Marques, Tiago Manaia, Tiago Matias e Vítor d’Andrade são os atores que dão vida à peça.
A Lua de Maria Sem (encenada por Maria João Luís), Recordações de Uma Revolução (encenada por Mónica Calle) e Vermelho (encenada por João Lourenço) são as outras peças nomeadas.

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