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Melhor Ator Teatro: Miguel Guilherme

O ator, de 52 anos, está nomeado para Melhor Ator de Teatro pelo seu desempenho na peça 'O Senhor Puntila e o Seu Criado Matti', da autoria de Bertolt Brecht e encenação de João Lourenço.

Cláudia Alegria
10 de maio de 2011, 17:33

Miguel Guilherme deixou o curso de Antropologia na Faculdade de Letras de Lisboa para iniciar a sua carreira de ator no Teatro da Comuna. Mais tarde trabalhou com João Lourenço no Teatro Aberto, e Mário Feliciano no Teatro de São Luiz. Em 1987 inicia uma colaboração regular com o Teatro da Cornucópia , sob a direcção de Luís Miguel Cintra. Foi ainda dirigido por José Wallenstein, Fernanda Lapa, Adriano Luz, António Pires, Ricardo Pais e António Feio. Representou William Shakespeare, Samuel Beckett, Botho Strauss, Bertolt Brecht, Edward Bond e Pirandello, entre outros.

Como encenador estreou-se em
Perversões
, de
David Mamet
, seguindo-se a peça
Desastres
, construída a partir de uma colagem de textos de
Ionesco
, Samuel Beckett e
Philip Dick
, no Teatro da Cornucópia, e a peça
À Espera de Godot
, de Samuel Beckett, e
Vai Ver Se Chove
, adaptado de
Georges Couteline
, ambas no Teatro da Cornucópia.

Na televisão participou em telefilmes de Paulo Rocha, Luís Filipe Costa e Edgar Pêra, trabalhou com Herman José em Humor de Perdição, Herman Enciclopédia, Herman 98 e Herman 99, integrou o elenco das séries Conta-me Como Foi, na RTP, Bocage de Fernando Vendrell, Sai da Minha Vida e Fura Vidas - série da SIC pelo qual esteve nomeado nos Globos de Ouro 2001 como Melhor Actor de Ficção e Comédia - Conta-me Como Foi e a Família Mata.

No cinema, um dos seus primeiros trabalhos foi o filme Filha da Mãe, de João Canijo, ao qual se seguiram Non ou a Vã Glória de Mandar e A Divina Comédia, ambos realizados por Manoel de Oliveira, Vale Abraão (1993), A Casa dos Espíritos (1993), A Caixa (1994), Palavra e Utopia (2000) e O Quinto Império (2004). Trabalhou ainda em filmes de Jorge Silva Melo, Fernando Lopes, José Fonseca e Costa, António Pedro Vasconcelos, Jorge Cramez, Solveig Nordlund, Fernando Matos Silva, Paulo Rocha, Manuel Mozo, entre outros, sendo Alice, de Marco Martins (2005) a sua mais recente participação.

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