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Globo de Ouro de Melhor Intérprete Individual entregue a Carminho

A fadista lançou ‘Alma’ em março do ano passado.

20 de maio de 2013, 00:52

Carminho está entre os premiados da XVIII Gala dos Globos de Ouro. A fadista, de 28 anos, vê assim reconhecido o sucesso do seu segundo álbum, Alma, apresentado ao público em março de 2012.
Como a intéprete não pôde estar presente, foi João Pedro Ruela quem recebeu o prémio entregue por Ana Marques e César Mourão.

Maria do Carmo de Carvalho Rebelo de Andrade, conhecida como Carminho, diz que sempre soube que o fado era o seu destino. A música teve uma presença muito forte na sua infância e ainda adolescente começou a cantar na Taberna do Embuçado, em Lisboa.
O seu álbum de estreia, Fado, foi apresentado em 2009 e mostrou, desde logo, o sucesso que se avizinhava: foi Disco de Platina, eleito melhor álbum de 2011 pela revista britânica Songlines e a agenda depressa se encheu de concertos nas principais capitais europeias. Foi convidada pelo cantor espanhol Pablo Alborán para participar no seu disco e o tema Perdonáme foi um sucesso em Portugal e em Espanha.
A 5 de março de 2012, Carminho lançou Alma, o disco que lhe valeu hoje o Globo de Ouro de Melhor Intérprete Individual. Este trabalho, que tal como o primeiro contou com produção e direção musical de Diogo Clemente, combina versões com temas originais. “As versões são pouco evidentes; vão buscar material menos recordado mas igualmente notável aos reportórios de Amália (Cabeça de Vento), Dina do Carmo  (À Beira do Cais) ou Fernanda Maria (As Pedras da Minha Rua), mas também a Chico Buarque (Meu Namorado, de O Grande Circo Místico) ou Vinicius de Moraes (Saudades do Brasil em Portugal). Os originais contam com a mão de Diogo Clemente (Bom Dia, Amor, sobre Fernando Pessoa), Mário Pacheco (Talvez, com letra de Vasco Graça Moura), e Vitorino (Fado Adeus). E surgem ainda novas letras para fados tradicionais – uma delas, Folha, da própria Carminho, outra, Impressão Digital, um poema de António Gedeão, pode ler-se no site oficial da fadista.
Ana Moura (com o CD Desfado), António Zambujo (com o CD Quinto) e Miguel Araújo (com o CD Cinco Dias e Meio) também estavam nomeados nesta categoria.

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