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Sérgio Godinho

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D.R.

Melhor Intérprete Individual: Sérgio Godinho

Nomeado pelo CD ‘Mútuo Consentimento’.

Redação CARAS
19 de maio de 2012, 14:15

Porto, 31 de agosto de 1945. Nascia Sérgio Godinho, um dos grandes nomes da música portuguesa,. Acabado de atingir a maioridade, quis conhecer outros países. Primeiro Suíça, onde estudou psicologia durante dois anos, e depois França. Estava precisamente instalado em Paris no Maio de 68, vivências que posteriormente viriam a influenciar as suas canções.
Em 1969, ainda na capital francesa, integra o musical Hair, numa altura em que privava com outros músicos portugueses como José Mário Branco e Luís Cília e que começou a compor as suas primeiras músicas, ainda em francês.
Dois anos depois participou em Mudam-se os Tempos, Mudam-se as Vontades, o primeiro álbum a solo de José Mário Branco. Pouco meses depois, Sérgio Godinho apresentou o seu disco de estreia, Os Sobreviventes, e o EP Romance de Um Dia na Estrada. Os Sobreviventes, interditado três dias depois do seu lançamento, depois novamente autorizado, recebeu os melhores elogios da crítica e foi, inclusivamente, eleito Melhor Disco do Ano.
Pré-Histórias, o álbum que inclui o tema A Noite Passada, foi editado em 1972. O trabalho do músico vivia entre a censura do regime e a admiração do público, cada vez em maior número.
No ano seguinte, Sérgio Godinho mudou-se para o Canadá e casou-se com Shila, uma colega da companhia de teatro onde trabalhava. Instalou-se numa comunidade hippie em Vancouver e o regresso a Portugal aconteceu pouco depois de ter sabido que o país tinha passado pela Revolução de 25 de Abril. Foi então que apresentou À Queima-Roupa, um disco de êxitos que o levou a percorrer o país. Com um Brilhozinho nos Olhos, O Primeiro Dia e É Terça-Feira eram alguns dos temas bem conhecidos dos portugueses que provavam o gosto da liberdade.
Ainda em 75 trabalhou na banda sonora do filme A Confederação, de Luís Galvão Teles, juntamente com José Mário Branco e Fausto. Entrou como ator no filme Os Demónios de Alcácer Quibir. A essa seguiram-se muitas outras bandas sonoras para produções do cinema nacional.
Nos tempos que se seguiram, praticamente editava um disco por ano: De Pequenino se Torce o Pepino, em 1976, Pano-Crú, em 1978, Campolide, em 1979, Canto da Boca, em 1980. Este último recebeu o prémio de Melhor Disco Português do Ano, atribuído pela Casa da Imprensa, e o Sete de Ouro na categoria de Melhor Cantor Português do Ano.
Coincidências foi apresentado em 1983 e conta com colaborações com músicos como Chico Buarque, Milton Nascimento ou Ivan Lins. Também aqui Sérgio Godinho foi pioneiro, uma vez que não existia em Portugal a tradição de gravar temas com músicos de outros países.
Salão de Festas, Na Vida Real e Aos Amores foram os três álbuns de originais que se seguiram no espaço de seis anos. Foram tempos de muitos espetáculos, tanto no nosso país como no estrangeiro.
Entre novos álbuns, Sérgio Godinho trabalha em televisão, realiza filmes com argumento e música de sua autoria e escreve livros, que também ilustra. É um artista completo.
Em 1993 regressa aos discos, edita Tinta Permanente, ao qual se seguem Noites Passadas (1995), Domingo do Mundo (1997), Rivolitz (1998) e Lupa (2000), pelos quais foi recebendo prémios.
Os 30 anos de carreira foram comemorados em 2001, com a edição de três CDs: Biografias do Amor, Afinidades e o terceiro, que chegou ao público em 2003, onde o músico junta amigos com quem partilha 15 canções. Camané, Da Weasel, Jorge Palma, Teresa Salgueiro, Xutos e Pontapés são alguns dos artistas que participam neste projeto.
Depois de três anos de pausa, voltou com o álbum Ligação Directa (2006), que, uma vez mais, contou com a participação de outros músicos, entre eles os Clã.
Depois seguiram-se mais cinco anos de pausa e, em setembro de 2011, já com 40 anos de carreira, Sérgio Godinho voltou a dar que falar com Mútuo Consentimento, para o qual contou com a colaboração dos músicos com quem trabalha há anos, os seus Assessores. Intermitentemente e Acesso Bloqueado são alguns dos temas deste trabalho, que para além de falar de amor também tem uma forte componente atual, como a situação em que o país se encontra. É justamente por esse álbum que Sérgio Godinho está na corrida ao Globo de Ouro de Melhor Intérprete Individual na categoria de música, ao lado de Jorge Palma (com o CD Com Todo o Respeito), Luísa Sobral (com o CD The Cherry on my Cake) e Fernando Alvim (com o CD Fados & Canções do Alvim).

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