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Jorge Palma

Jorge Palma

Luís Barra/Visão

Melhor Intérprete Individual: Jorge Palma

Nomeado com o CD ‘Com Todo o Respeito’.

Redação CARAS
19 de maio de 2012, 14:15

Jorge Manuel d’Abreu Palma nasceu a 4 de junho de 1950, em Lisboa. Começou aestudar piano aos seis anos e aos oito fez a sua primeira audição noConservatório Nacional.
Em 1963, em Palma de Maiorca, venceu o segundo prémio e uma menção honrosa no ConcursoInternacional das Juventudes Musicais. Ao mesmo tempo que continuava os estudosnormais, primeiro no Liceu Camões, depois num Colégio Interno perto deAbrantes, a música ganhava um lugar cada vez mais importante na sua vida.
Com apenas 14 anos, ‘trocou’ a música clássica pelo pop/rock e aprendeu atocar guitarra sozinho e, três anos depois, tentou tornar-se independente e fazerda música a sua profissão. Integrou a banda Black Boys, mas a experiência duroupoucos meses.
Em 1969, quando já estava a estudar na Faculdade de Ciências de Lisboa, entroupara o grupo de hard rock Sindikato,com o qual participou na 1.ª edição do Festival de Vilar de Mouros, em 1971. Gravaramum single e um álbum de versões e foipor esta altura que começou a compor as suas primeiras canções.
A sua estreia a solo deu-se em 1972, quando gravou o single intitulado The NineBillion Names of God. Foi também nesse ano que abandonou os estudos de Engenhariapara viajar pelo mundo. Estados Unidos, Canadá e Caraíbas foram alguns dossítios por onde passou.
O primeiro single em português foieditado em 1973. A partir daí começou também a receber as primeiras encomendasde composição e orquestração para outros cantores. Esse ano ficou ainda marcadopela convocação para cumprir o serviço militar e pela partida para o asilopolítico na Dinamarca, com a primeira mulher, Gisela Branco. Para viver trabalhava no Sheraton, em Copenhaga, efoi aí que soube, através do canal de televisão da BBC o que tinha acontecidoem Portugal no dia 25 de Abril de 1974. Decidiu regressar.
Com Uma Viagem na Palma da Mão, oprimeiro LP de Jorge Palma, foi lançado em 1975. Na mesma altura trabalhavacomo orquestrador, compositor e letrista, tendo colaborado com nomes como Amália Rodrigues, Pedro Osório e Nuno NazarethFernandes. Até à edição do segundo disco, Té Já, passaram apenas dois anos. Os temas foram apresentados emPortugal, no Brasil e em Espanha.
Nos dois anos que se seguiram, 1978 e 1979, passou grande parte do seu tempo emFrança, tocando em bares, esplanadas e até no metro. Leonard Cohen, Paul Simon e Crosby e Bob Dylan eram os artistas cujos temas mais tocava.
No regresso ao nosso país gravou QualquerCoisa Pá Música (1979), mas no início do ano seguinte voltou para França,já com a segunda mulher, Graça Lamy.
Seguiu-se o duplo LP Acto Contínuo(1980), Asas e Penas (1984) e O Lado Errado da Noite (1985). Esteúltimo recebeu muitos elogios dos críticos, que o descreveram como “o lado certo de Jorge Palma”, e foidistinguido com um Sete de Ouro e com o Troféu Nova Gente. Enquanto isso, omúsico continuava os estudos de piano.
Quarto Minguante (1986), Bairro do Amor (1980) - considerado peloPúblico e Diário de Notícias um dos álbuns do século a nível da músicaportuguesa - e (1991) foram ostrabalhos de estúdio que se seguiram. Já em 1993 lançou Palma’s Gang: Ao Vivo no Johnny Guitar, um trabalho que resultou daformação do grupo Palma’s Gang, composto por músicos de outras bandas como Zé Pedro e Kalú, dos Xutos & Pontapés, e Flak e Alex, dos RadioMacau.
Três anos depois, Jorge Palma aceitou o convite para integrar os Rio Grande aolado de Tim, João Gil, Rui Veloso e Vitorino. O trabalho do grupo foi umêxito em termos de vendas. Continua as colaborações com outros músicos, como Sérgio Godinho, André Sardet, Rui Reininhoe Mafalda Veiga, faz trabalhos parateatro, dá espetáculos por todo o país, participa em concertos solidários.Entretanto foram lançadas algumas compilações dos seus melhores temas ereeditados os seus primeiros discos que ainda não existiam em CD.
A coletânea Dá-me Lume, com temas dosálbuns Bairro do Amor e , foi lançada em 2000 e voltou aconfirmar o sucesso do músico, que ao longo dos anos se tornou figuraincontornável e inconfundível da música portuguesa. Foram longas semanas nosprimeiros lugares do top nacional.
Depois de vários adiamentos, o álbum de originais, intitulado Jorge Palmachegou finalmente ao público. Numa semana chegou ao terceiro lugar dos tops e tornou-se Disco de Prata.
Foi premiado em 2002 com o prémio José Afonso, justamente pelo último trabalhoreferido, e nomeado para os Globos de Ouro na categoria de Melhor IntérpreteIndividual e Melhor Música. Os Rio Grande deram origem aos Cabeças no Ar,depois da saída de Vitorino, e mais tarde, formou os Demitidos. Participouentretanto em projetos de outros artistas como Ala dos Namorados, BrigadaVictor Jara, Couple Coffee, Sylvie C.e Janita Salomé.
Em 2007 gravou Voo Nocturno, com Flake os Demitidos. O tema Encosta-te a Mimfoi mais um sucesso e seguiram-se muitos concertos a solo e com banda,nomeadamente em salas como os Coliseus de Lisboa e Porto.
O single Tudo Por Um Beijo, integradona banda sonora do filme A Bela e oPaparazzo, de António-PedroVasconcelos, foi lançado em janeiro de 2010.
No ano passado, em outubro, o cantor editou ComTodo o Respeito, com Página em Brancocomo tema de apresentação do álbum. O álbum conta com a participação da suabanda, Os Demitidos, Flak, Carlos Bica,Cristina Branco, Vicente Palma, Carlos Barreto, GabrielGomes e Bruno Vasconcelos. E éprecisamente com esse trabalho que o músico, que conta já com 40 anos de umaadmirável carreira, regressou à estrada e aos concertos intimistas por todo o paísno início de 2012.
Jorge Palma está nomeado para o Globo de Ouro de Melhor Intérprete Individual juntamente com Luísa Sobral (com o CD The Cherry on my Cake), Fernando Alvim (com o CD Fados & Canções do Alvim) e Sérgio Godinho (com o CD Mútuo Consentimento). O músico é ainda candidato ao prémio de Melhor Música, com o tema Página em Branco.

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