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Maria Do Céu Guerra distinguida na XX Gala dos Globos de Ouro

Com o prémio de Melhor Atriz de Cinema.

CARAS
24 de maio de 2015, 22:16

O desempenho de Maria do Céu Guerra no filme Os Gatos Não Têm Vertigens, estreado em 2014, valeu-lhe o Globo de Ouro de Melhor Atriz de Cinema e fortes aplausos de todos os que assistiram à Gala do Ano no Coliseu dos Recreios. “Antes de mais parabéns aos realizadores, aos nomeados e às pessoas que têm persistentemente criado, desenvolvido e amado o cinema português. Eu quero agradecer a todos aqueles que estão na base deste prémio, desta noite e deste ano tão feliz que eu tive depois de fazer este filme do qual gosto muito”, afirmou a atriz ao receber o prémio das mãos de Margarida Marinho e Rogério Samora. Maria do Céu Guerra agradeceu ainda ao realizador, António-Pedro Vasconcelos, e ao argumentista do filme, Tiago Santos, e pediu mais apoio e mais estímulo para o cinema, “uma arte que se fez para brilhar”.

Maria do Céu Guerra nasceu a 26 de maio de 1943, em Lisboa. Frequentou o curso de Filologia Românica na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e foi nessa altura que começou a interessar-se por teatro. Deu os primeiros passos como atriz ao lado de atrizes como Manuela de Freitas, Laura Soveral e Fernanda Lapa, na peça Deseja-se Mulher, de Almada Negreiros, com encenação de Fernando Amado. Integrou também o grupo fundador da Casa da Comédia.
Mas foi no Teatro Experimental de Cascais que interpretou nos anos que seguiram um sem número de peças, entre as quais se destacam Esopaida (1965), de António José da Silva, Auto da Mofina Mendes (1966), de Gil Vicente, A Maluquinha de Arroios (1965), de André Brun, A Casa de Bernarda Alba (1965), de Federico García Lorca, D. Quixote (1967), de Yves Jamiaque, Fedra (1967), de Jean Racine, O Comissário de Polícia (1968), de Gervásio Lobato, As Bodas de Sangue (1968), de Federico García Lorca, Um Chapéu de Palha de Itália (1970), de Eugène Labiche.
Maria do Céu Guerra fez também parte do grupo fundador do Teatro Adóque e da companhia de teatro A Barraca, onde continua a trabalhar até hoje e com a qual já marcou presença em vários festivais internacionais de teatro, com digressões em África e na América do Sul.
Em teatro, brilha também como encenadora, co-autora e figurinista. O Menino de Sua Mãe, Marly – A Vampira de Ourinhos, Xeque-Mate, O Último Baile do Império, O Bode Expiatório, A Relíquia e Inverno Debaixo da Mesa são apenas alguns dos espetáculos que já encenou.
A atriz também se tem destacado no cinema, em filmes como O Mal Amado, Guerra do Mirandum, A Fuga, Crónica dos Bons Malandros, Saudades para Dona Genciana, Os Cornos de Cronos, A Estrela e Anjo da Guarda, entre outros.
Retratos da Vida de Um Médico (1980), Uma Cidade Como a Nossa (1981), Fernão? Mentes (1986), Calamity Jane (1987), Residencial Tejo (1999), Santos da Casa (2003) e, mais recentemente, Jardins Proibidos, são alguns dos projetos televisivos que integrou.
Ao longo da sua carreira, Maria do Céu já recebeu várias distinções. Em 1985 foi feita Dama da Ordem Militar de Sant’Iago e Espada e nove anos depois Comendadora da Ordem do Infante D. Henrique.
Sinopse do filme Os Gatos Não Têm Vertigens:
Jó é expulso de casa pelo pai no dia em que faz anos. Sem ter sítio para onde ir,  refugia-se no terraço do prédio de Rosa, que acabou de perder o marido. Ele tem 18 anos e ela 73. Quem diria que ia ser amor à primeira vista?
Na mesma categoria estavam nomeadas Leonor Seixas (no filme Sei Lá), Maria João Pinho (nos filmes Os Maias e A Vida Invisível) e Sara Barros Leitão (no filme Pecado Fatal). 

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