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Miguel Guilherme premiado pelo trabalho em 'O Senhor Puntila e o Seu Criado Matti'

Miguel Guilherme recebeu o Globo de Melhor Ator na categoria de Teatro.

Redação CARAS
29 de maio de 2011, 12:55

Diana Chaves e Diogo Morgado, o casal-sensação da novela Laços de Sangue, subiram ao palco do Coliseu dos Recreios para entregar a Miguel Guilherme o Globo de Ouro de Melhor Ator de Teatro, pelo trabalho desenvolvido na peça O Senhor Puntila e o Seu Criado Matti, da autoria de Bertolt Brecht e encenação de João Lourenço.
"Obrigado. (...) Queria agradecer ao júri a amabilidade que teve em me oferecer este Globo, pesado", disse o ator divertido, antes de enaltecer o papel do encenador e dos colegas. Miguel Guilherme protagonizou um dos momentos altos desta gala, tendo sido fortemente aplaudido pela plateia.

Miguel Guilherme deixou o curso de Antropologia na Faculdade de Letras de Lisboa para iniciar a sua carreira de ator no Teatro da Comuna. Mais tarde trabalhou com João Lourenço no Teatro Aberto, e Mário Feliciano no Teatro de São Luiz. Em 1987 inicia uma colaboração regular com o Teatro da Cornucópia , sob a direcção de Luís Miguel Cintra. Foi ainda dirigido por José Wallenstein, Fernanda Lapa, Adriano Luz, António Pires, Ricardo Pais e António Feio. Representou William Shakespeare, Samuel Beckett, Botho Strauss, Bertolt Brecht, Edward Bond e Pirandello, entre outros.
Como encenador estreou-se em Perversões, de David Mamet, seguindo-se a peça Desastres, construída a partir de uma colagem de textos de Ionesco, Samuel Beckett e Philip Dick, no Teatro da Cornucópia, e a peça À Espera de Godot, de Samuel Beckett, e Vai Ver Se Chove, adaptado de Georges Couteline, ambas no Teatro da Cornucópia.
Na televisão participou em telefilmes de Paulo Rocha, Luís Filipe Costa e Edgar Pêra, trabalhou com Herman José em Humor de Perdição, Herman Enciclopédia, Herman 98 e Herman 99, integrou o elenco das séries Conta-me Como Foi, na RTP, Bocage de Fernando Vendrell, Sai da Minha Vida e Fura Vidas - série da SIC pelo qual esteve nomeado nos Globos de Ouro 2001 como Melhor Actor de Ficção e Comédia - Conta-me Como Foi e a Família Mata.
No cinema, um dos seus primeiros trabalhos foi o filme Filha da Mãe, de João Canijo, ao qual se seguiram Non ou a Vã Glória de Mandar e A Divina Comédia, ambos realizados por Manoel de Oliveira, Vale Abraão (1993), A Casa dos Espíritos (1993), A Caixa (1994), Palavra e Utopia (2000) e O Quinto Império (2004). Trabalhou ainda em filmes de Jorge Silva Melo, Fernando Lopes, José Fonseca e Costa, António Pedro Vasconcelos, Jorge Cramez, Solveig Nordlund, Fernando Matos Silva, Paulo Rocha, Manuel Mozo, entre outros, sendo Alice, de Marco Martins (2005) a sua mais recente participação.
Na mesma categoria estavam nomeados Carlos Paulo (O Rei está a Morrer), Diogo Dória (Uma Visita Inoportuna) e Nuno Lopes (Num Dia Igual aos Outros).
 

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