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Maria do Céu Guerra vence Prémio de Mérito e Excelência

A atriz e encenadora subiu ao palco para receber o galardão.

CARAS
29 de setembro de 2019, 23:49

Maria do Céu Guerra foi distinguida esta noite com o Prémio Mérito e Excelência, entregue por Francisco Pinto Balsemão durante a XXIV edição dos Globos de Ouro.

Maria do Céu Guerra de Oliveira e Silva nasceu a 26 de maio de 1943 é atriz e encenadora. Frequentou o curso de Filologia Romântica da Faculdade de Letras de Lisboa. Foi nesta altura que despertou para a paixão que iria determinar os seus dias: o Teatro.

Integrou o grupo fundador da Casa da Comédia, que se manteve inativa durante duas décadas, até ser reformulada em 1962/1963.

Estreou-se em 1965 com a peça ‘Deseja-se Mulher’, de Almada Negreiros com encenação de Fernando Amado. Profissionalizou-se no Teatro Experimental de Cascais e ali participou em várias peças de Carlos Avilez entre as quais ‘Esopaida’ da António José da Silva, “Auto da Mofina Mendes” de Gil Vicente, “A Maluquinha de Arroios” de André Brun e “A Casa de Bernarda Alba”, de García Lorca, “D. Quixote” de Yves Jamiaque e “Fedra” de Jean Racine, “O Comissário de Polícia” de Gervário Lobato e “Bodas de Sangue” de Federico García Lorca e “Um chapéu de Palha de Itália” de Eugène Labiche.

Na década de 1970 fez teatro de revista e comédia e colaborou com Laura Alves e Adolfo Marsillach em “Tartufo” de Moliére no Teatro Villaret, regressando à Casa da Comédia mais tarde.

Integra o grupo fundador do Teatro Adóque e em 1975 fundou a companhia de teatro “A Barraca”, o seu projeto central que se mantém até aos dias de hoje. Em 1985 foi feita Dama da Ordem Militar de Sant’Iago da Espada e, em 1994, recebeu o título de Comendadora de Ordem do Infante D. Henrique. Foi galardoada com um Globo de Ouro em 2006 pela peça “Todos os que caem” de Samuel Beckett, com encenação de João Mota.

Também no cinema deu cartas. Em “Os Gatos não têm vertigens”, de António-Pedro Vasconcelos, recebeu o Globo de Ouro de Melhor Atriz de Cinema e, na mesma categoria, o Prémio Sophia.

Integrou produções televisivas como “O Mal-Amado” em 1972, “Anjo da Guarda” em 1999, e também “Residencial Tejo”, “Vamos contar mentiras”, “Calamity Jane” em 1987, “Jardins Proibidos”, “A Impostora”, entre tantos outros.

Em 2019 venceu o Prémio Vasco Graça Moura - Cidadania Cultura e o Prémio de Melhor Atriz da Europa, entregue no Festival Internacional de Teatro - Actor of Europe, que teve lugar no Lago de Prespa, na fronteira entre Macedónia, Albânia e Grécia.

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