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Bárbara Guimarães: “Ninguém é de ferro, mas às vezes temos de fazer por sê-lo”

A apresentadora volta a conduzir a Gala dos Globos de Ouro, no próximo dia 15.

Vanessa Bento
14 de maio de 2016, 19:00

Bárbara Guimarães prepara-se para apresentar a sua 11.ª gala dos Globos de Ouro. Uma noite “especial”, como a descreve, que já faz parte da sua vida. “Estou a preparar-me e com vontade de lá estar. Faremos por que nada falhe, mas todos os imprevistos e improvisos são muito bem-vindos, porque dão leveza ao direto e ao prazer de fazer televisão”, confessa, de sorriso rasgado, o mesmo que manteve durante toda esta sessão fotográfica, que serve de antecipação da noite mais aguardada do ano e na qual foram coprotagonistas os vestidos dos quatro estilistas nomeados este ano: Filipe Faísca, Luís Buchinho, Alexandra Moura e Nuno Baltazar.
– Quando falamos dos Globos de Ouro falamos, inevitavelmente, de glamour. E foi isso que vivemos hoje aqui...
Bárbara Guimarães – Já é tradição estarmos aqui reunidos para fazer esta produção, que é sempre muito divertida e permite mostrar um pouco do trabalho dos quatro estilistas nomeados, que escolheram estes vestidos para a sessão fotográfica. Na gala vou vestir criações de dois deles, do Filipe Faísca e do Nuno Baltazar, já que não há tempo para vestir dos quatro.
– É uma forma de apoiar o talento nacio­nal numa noite que o premeia.
– Exatamente. O bom de toda esta história de amor que são os Globos de Ouro é que estamos sempre a reinventar e a inovar. Queremos ir atrás do futuro, olhando sempre para o ano anterior.
– O que significa para si conduzir esta Gala dos Globos de Ouro?
– Gosto muito desta noite, é muito especial e é sempre com muito orgulho que apresento esta gala. Os Globos já fazem parte da minha vida, são uma tradição. E estamos empenhados em fazer uma grande noite de televisão, a falar do que é nosso e do que é bom.
– Diverte-se muito durante a apresentação do espetáculo?
– Sim. Até hoje, não houve nada que recusasse fazer nos Globos. Já desci do tecto e eu tenho vertigens! Mas há sempre um desafio e estou sempre disponível para o fazer. E gosto de o fazer, gosto de surpreender as pessoas pelo lado bom da coisa. Sou uma pessoa disponível para estar bem comigo e com o mundo.
– Estreou-se em 2006 como apresenta­dora dos Globos, pelo que este é um acontecimento que tem acompanhado várias fases da sua vida...
– Exatamente. Cheguei a fazer esta apresentação grávida da minha filha e os estilistas adaptaram-se à situação. Na altura, vestia os quatro nomeados, mas acabei por não poder vestir um deles – Felipe Oliveira Baptista – porque a barriga cresceu tanto em duas semanas que o vestido não me servia. E eu fiz a brincadeira de pôr uma manequim a desfilar com o meu vestido e disse: “Vejam-me a mim há duas semanas.” [risos]
– Isso também é sabermos rir-nos de nós próprios.
– Exatamente. Uma das coisas boas da vida é sabermos rir de nós próprios e brincar com isso. Encaro a vida com um sorriso.
– E é sempre com esse sorriso que encara cada novo desafio, apesar de todos os altos e baixos da vida?
– Acho que devemos encarar as coisas com a essência de que somos feitos e fazê-lo da forma que mais nos faz sentir vivos.
– Mas não deve ser fácil subir a um palco e sorrir quando a vida cá fora passa por momentos conturbados...
– Mas dou tudo de mim! Completamente! Que ninguém tenha a menor dúvida.
– O trabalho pode ser terapêutico?
– O trabalho é maravilhoso. Ser apresen­tadora de televisão é um trabalho muito bonito, em que podemos dar muito de nós e contribuir com muita coisa para as pessoas. É um trabalho que nos expõe, mas saber relativizar as coisas e estar a fazê-las com prazer e convicção é maravilhoso.
– Essa exposição de que fala não a tem magoado, sobretudo nos últimos anos, dado tudo aquilo que tem vivido?
– Não gosto muito de misturar as coisas, ponho de lado toda essa exposição. Porque a vida não é isso, a vida é o nosso dia-a-dia, como ser mãe. É-se mãe todos os dias, é um trabalho a tempo inteiro e eterno. As mães realmente vivem num carrossel, porque vivem muito o que os filhos vivem. Deixa-nos o coração permanentemente aos pulos. Há momentos de profunda alegria e felicidade e há outros de grande preocupação e de grande dor. Mas o que queremos dos nossos filhos é que, no fundo, eles sejam atentos aos outros, às desigualdades, à discriminação, que lutem pelas suas causas, que se tornem homens e mulheres ativos, criativos, trabalhadores, que saibam sentir compaixão e que saibam amar.
– Os seus filhos são a sua maior força?
– São os meus dois amores, não há igual.
– E tem sido fácil para si gerir tudo? Vemo-la sempre com muita força, mas ninguém é de ferro...
– Não, ninguém é de ferro, mas às vezes temos que fazer por sê-lo. Neste caso, tenho que ser a Iron Woman. [risos] Não existem supermulheres, é preciso ter o apoio de muitas pessoas, mas muitas vezes precisamos de ser mulheres de ferro.
– Hoje é uma mulher diferente, Bárbara?
– Vamos acumulando experiências que nos vão tornando diferentes, mas no sentido positivo. Estamos sempre a aprender, sempre a andar para a frente. Tenho os olhos postos no presente, mas sempre a espreitar o futuro.
– E como é que está o seu coração, po­demos saber?
– Ai, não podem nada. [risos] O meu coração tem dois amores maravilhosos que o ocupam inteiramente.

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