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Reuters

José Mourinho

Dispensa apresentações. No Porto fez história, no Chelsea passou a ser um dos treinadores mais bem pagos no mundo. No Inter de Milão está prestes a fazer história.

Cristiana Rodrigues
27 de abril de 2010, 21:45

Nasceu a dois passos do Estádio do Bonfim e jogar à bola era um dos seus pasatempos preferidos. Com o pai, Félix Mourinho, antigo guarda-redes, José Mourinho aprendeu tudo o que tinha para aprender dentro das quatro linhas. Não queria marcar golos, queria antes treinar quem os iria marcar.

Adolescente, assistia aos jogos, observava-os com os olhos de um analista e rapidamente passava a perceber como determinada equipa funcionava, tanto que o seu pai lhe pedia conselhos.

Entretanto, estudou Desporto no Instituto Superior de Educação Física e tirou um curso de treinador na Escócia. Começou por trabalhar como preparador físico e adjunto no Estrela da Amadora e no Vitória de Setúbal, clube da sua terra natal. No Sporting torna-se também técnico adjunto de Bobby Robson e com ele segue para o Futebol Clube do Porto e mais tarde para o Barcelona FC, onde chegou a trabalhar com Van Gaal, como treinador adjunto.

Em 2000 regressa a Portugal para treinar a equipa do Sport Lisboa e Benfica, mas sai a meio devido à mudança da presidência do clube da Luz. Segue para a União de Leiria e em 2002 chega ao Futebol Clube do Porto. Em 2003 o seu trabalho está à vista: 27 vitórias, 5 empates e duas derrotas. O Porto ganha a Taça de Portugal e a Taça Uefa. Na época seguinte perde a final da Taça de Portugal, mas vence a Liga dos Campeões.

Estreia-se aos comandos de uma equipa internacional, mais precisamente no Chelsea, de Roman Abramovich e passa a ser um dos treinadores mais bem pagos do mundo. Diz que o dinheiro não o move. Corre atrás do prazer pessoal, do sucesso. No clube londrino alcança dois títulos de campeão inglês, uma Taça de Inglaterra, duas Taças da Liga e uma supertaça. Ganha ainda respeito e passa a ser admirado um pouco por todo o mundo.

Em 2008 toma conta da equipa do Inter de Milão e conquista o campeonato italiano.

A UEFA já o considerou duas vezes o melhor treinador do ano, título que já recebeu de outras entidades. Mas o prémio que lhe deu mais prazer receber foi a insígnia de Grande Oficial da Ordem do Infante D. Henrique, condecoração atribuída pelo ex-presidente da República, Jorge Sampaio.

VEJA UMA ENTREVISTA AO TREINADOR:

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