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Charles-Philippe d’Orléans apresenta romance histórico a plateia ilustre

“Os Conjurados de 1640” é o título deste segundo livro de Charles-Philippe, um romance histórico, apresentado há dias no Palácio da Independência, em Lisboa.

CARAS
21 de maio de 2016, 14:00

Charles-Philippe d’Orléans, marido de Diana de Ca­daval, lançou o seu segundo livro. Os Conjurados de 1640 é um romance histórico que conta um dos episódios mais marcantes da independência portuguesa. Não foi, por isso, feito de ânimo leve. “Este livro demorou muito tempo, quase três anos, a escrever. Uma vez selecionado o tema, li 21 livros em diferentes línguas para conhecer bem o clima e o ambiente do século XVII e da invasão espanhola”, explica o autor, salvaguardando: “Não foram três anos de trabalho intenso. Este livro não retirou tempo nem à família nem ao trabalho.” Ainda assim, não esconde que o apoio da mulher foi fundamental: “Foi uma aventura a dois, porque eu preciso do apoio da família, da motivação, da inspiração, da ajuda. Costumo dizer que por detrás de todo o escritor há uma grande mulher. E eu tenho a sorte de ter a Diana, que me ajuda muito.” A duquesa de Cadaval confirma que se sente orgulhosa do marido: “Eu sou uma inspiração para ele no dia-a-dia, em tudo! Somos uma equipa muito boa.”
Orgulhoso estava também o primo, D. Duarte Pio, um dos oradores de serviço na apresentação do livro, que aconteceu no Palácio da Independência, em Lisboa. O duque de Bragança aproveitou a oportunidade para elogiar o romance histórico enquanto instrumento de aprendizagem e criticou o sistema de ensino atual. “Este livro está muito bem escrito, transmite bem o espírito da época. Acredito que tem uma grande utilidade e que pode substituir o ensino, porque atualmente ninguém percebe nada da História de Portugal que é ensinada. É preciso que os programas sejam alterados”, defendeu. A mulher, Isabel de Herédia, partilha a opinião do marido, sobretudo porque os três filhos do casal estudam atualmente no país. “Hoje é só decorar, decorar e depois não fica nada lá dentro. Acredito que os romances históricos ajudem a sedimentar o que é dado nas aulas. Em relação aos meus filhos, como nós estamos a falar sempre um bocadinho dos temas, eles vão aprendendo”, sorri. Mas garante que isso não é sinónimo de terem sempre boas notas.

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