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RICARDO SANTOS

Mariana Monteiro: “Ambiciono ser mãe, mas não estabeleci um tempo para isso”

A atriz falou sobre o que a move numa conversa onde aflorou o fim da relação com João Mota.

Vanessa Bento
1 de dezembro de 2019, 12:00

Mariana Monteiro não atropela a vida, mas também não perde tempo e aproveita-a ao máximo, numa tentativa constante de mostrar que o amor é a resposta para tudo. As inquietudes que sente ao observar o mundo à sua volta leva-a a ser uma ativista dos direitos humanos e da igualdade de género e a acreditar numa sociedade igualitária, onde os preconceitos e a discriminação não têm lugar. É por isso que luta todos os dias e é nesse caminho que a sua voz ganha ainda mais poder. A representação faz-se paralelamente e com a paixão de sempre. Na verdade, depois de dois anos afastada da televisão, Mariana regressa ao pequeno ecrã como protagonista de Terra Brava e mostra-se muito preenchida com o desafio. “Senti que era assim que queria voltar. É uma personagem muito intensa, muito forte, que exige uma grande disponibilidade da minha parte”, explicou a atriz numa conversa em que quis preservar a sua vida privada, optando por não se alongar sobre o fim da relação de sete anos com João Mota. Quase a completar 31 anos, mostra-se serena e expectante quanto ao futuro.

– Que sonhos tem quando está acordada?

Mariana Monteiro – Sou muito sonhadora, acho que é por isso que durmo mal. [Risos.] Se desse para abrandar o ritmo do meu pensamento, era ótimo. Tenho muitas vontades e acho que hoje em dia estão mais claras. Tenho consciência de que a minha paixão é a representação, mas quero manter sempre, a par disso, o meu lado mais ativista. E não só com os livros que tenho desenvolvido com a Betweien sobre igualdade de género, como enquanto porta-voz para a juventude da Corações com Coroa. Acho importante poder usar a minha exposição pública para chegar a um público mais jovem e transmitir algumas mensagens que gostava que na minha altura me tivessem sido transmitidas. Noto que as crianças estão muito bloqueadas. Ainda chego a muitos sítios onde elas precisam de ouvir que não há problema em as meninas jogarem futebol e os rapazes brincarem com bonecas. A sociedade vai construindo padrões e nós vemo-nos envolvidos neles. Ter um lado socialmente ativo é um caminho fundamental para mim. E o voluntariado além-fronteiras também é um sonho que me chama.

– E durante os dois anos de pausa que fez na representação tornou-se ainda mais ativa a esse nível...

– Sim, 2018 foi um ano totalmente dedicado a várias formações enquanto atriz e às causas sociais. Lancei o meu segundo livro e pude ir a muitas escolas falar sobre igualdade de género, justiça e a importância da não discriminação. E ter tempo para isto foi muito importante. Há dois anos senti que tinha chegado a altura de parar, porque trabalhei dos 16 aos 28 de forma ininterrupta. Estive sempre no ar desde que comecei. Não é bom quando entramos num modo automático. No primeiro ano de pausa não quis fazer nada relacionado com a representação. Foi um ano sabático em que fiz viagens, em que acordava e não tinha o meu dia planeado. Em 2018 senti necessidade de investir em formação, porque não queria voltar a trabalhar sem uma reciclagem. No final do ano produzi uma curta-metragem com o Afonso Pimentel e quando chegou 2019 senti que era importante reativar o meu trabalho de atriz.

– Essa pausa permitiu-lhe conhecer-se melhor?

– Completamente. Uma miúda que começa a trabalhar aos 16 anos em televisão, sendo que foi sempre isto que fiz... Precisava de ter a perceção de quem sou. Com tantas personagens que fiz, com tão pouco espaço de respiração entre elas, acho que me fui perdendo ali pelo meio. Não quer dizer que não estivesse minimamente consciente de mim, mas precisava de olhar melhor para mim própria.

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