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João Lima

Tiago Monteiro: “Só quando olho para trás é que percebo como estive mal”

Dois anos depois de ter sofrido um acidente que quase lhe tirou a vida, o piloto inicia uma nova etapa.

Cláudia Alegria
17 de novembro de 2019, 17:00

Tiago Monteiro tem vindo a conquistar a confiança em si próprio, dentro e fora das pistas. Aos 43 anos, o piloto, que em setembro de 2017, recorde-se, sofreu um aparatoso acidente em Barcelona que quase lhe custou a vida, regressou há um ano às corridas e este verão conseguiu mesmo subir ao pódio na Taça do Mundo de Carros de Turismo (WTCR), ao vencer uma das corridas em Vila Real. Antes de partir para o Japão, onde disputou mais uma prova deste campeonato, o piloto português falou por telefone com a CARAS a propósito da sua mais recente parceria com a Rowenta, marca da qual é embaixador. Apesar de evitar falar sobre a separação da modelo Diana Pereira, de 35 anos, com quem partilhou os últimos 14 anos e de quem tem dois filhos, Mel, de 11 anos, e Noah, de dez, ficámos a perceber que a amizade entre os dois permanece inalterada, embora o piloto se tenha recusado responder a perguntas sobre o final da relação.

– Diz que a vitória em Vila Real foi muito sofrida, mas também deve ter sido festejada em grande?

Tiago Monteiro – Sem dúvida. Todas as vitórias na minha carreira, e acho que na vida de qualquer pessoa, têm um sabor muito especial, porque são resultado do nosso esforço, saem-nos do corpo. Mas por causa da recuperação do acidente e porque este regresso estava longe de ser garantido, foi realmente um grande alívio poder voltar às vitórias. Foi talvez a melhor sensação que tive em muitos anos a nível de competição, precisamente porque havia muitas incertezas.

– Sentiu que tinha de provar aos outros de que era capaz?

– Aos outros e a mim próprio, porque eu não tinha certezas. Eu não falava, não andava, não via, não engolia sozinho, não mexia o lado direito... As coisas começaram a melhorar e senti que os esforços estavam a resultar, mas uma coisa é ver os resultados no dia a dia, outra coisa é poder entrar de novo na competição a alto nível. Foi, por isso, um grande alívio a nível pessoal voltar a ganhar corridas, porque provei a mim próprio primeiro, e obviamente ao mundo inteiro depois, que era capaz. Isso foi muito forte e especial e valeu por mil vitórias das anteriores.

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