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João Lima

Joana Metrass: “Saí de Portugal porque precisava de respirar e de ir sonhar”

A atriz mostra-se feliz e muito grata com tudo o que tem conseguido conquistar além-fronteiras.

Vanessa Bento
28 de julho de 2019, 11:00

É portuguesa e foi cá que deu os primeiros passos enquanto atriz. Contudo, é em Hollywood que Joana Metrass, de 31 anos, se tem afirmado e tem conquistado papéis cada vez mais relevantes. Prova disso mesmo é o seu último filme – Guerra sem Quartel –, no qual contracena com Jean-Claude Van Damme. E foi numa passagem por Portugal que a CARAS falou com a atriz, que vive em Los Angeles, sobre esta aventura além-fronteiras e sobre a forma como a tem vivido. Embora se foque no presente, foi com a certeza de quem se conhece que a atriz assumiu: “Não imagino a minha vida sem ter filhos. Mas quando se tem filhos, tem-se para sempre e nunca mais nada é igual. E eu adoro a vida. Para mim, há que viver o máximo de experiências possível, e escolhi ser atriz para isso. E quero viver o máximo da vida antes de os filhos chegarem.”

– Há cinco anos decidiu largar tudo e recusar um trabalho seguro como atriz para ir para Londres trabalhar num teatro a sentar pessoas. Foi um salto de fé?

Joana Metrass – Foi um salto de ar, precisava de respirar e de ir sonhar. Não é que cá não sonhasse, mas sempre tive esta coisa de ir para fora, e sentia que estava sempre a adiar porque tinha trabalho cá e não queria recusar nada. E às tantas ia fazer 25 anos e pensei que se não fosse naquele momento nunca mais iria. Portanto, disse que não ao projeto seguinte e mudei-me para lá na véspera de fazer 25 anos. Sozinha, mas superfeliz.

– Essa necessidade de ir crescia por sentir que Portugal era pequeno para os seus sonhos?

– Não é bem isso, até porque tenho muitas saudades de Portugal e acho genuinamente que se fazem coisas incríveis cá. Lá fora fazem-se coisas incríveis mas com muito dinheiro. Cá faz-se muito e bem mas por amor à arte. Porque cá tem de ser mesmo só por amor. Mas o que me motivou a ir foi a vontade de conhecer novas culturas e a certeza de que se continuasse em Portugal iria fazer o que já fazia a nível profissional nos próximos 20 anos e queria fazer projetos maiores. A base do meu sonho é poder viver daquilo que amo, o que é um privilégio, e o resto é bónus.

– E como é que tem sido este caminho?

– Há momentos incríveis, em que parece que é tudo a subir, e de repente para tudo. Há muito mais oportunidades, o que significa ouvir mais nãos. É por causa desses períodos em que não acontece nada que se desiste. Fazeres um filme de destaque não te garante nada. Aliás, há atores que ganham um Óscar e depois desaparecem. E não é por escolha deles. O importante é saber equilibrar estes períodos e aprender a ser feliz no dia a dia.

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