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Em Cannes, Lili Caneças assegura: “Não nasci para passar despercebida”

A ‘socialite’, de 75 anos, esteve em Cannes na qualidade de embaixadora da Magnum.

Cláudia Alegria
17 de junho de 2019, 12:01

A presença de Lili Caneças nunca passa despercebida. Gosta de se preparar com cuidado para as festas ou eventos para os quais é convidada e a sua recente deslocação a Cannes, na Riviera Francesa, não foi exceção. Maquilhada, penteada e vestida de forma irrepreensível, a socialite portuguesa garantiu ter-se divertido muito nas festas que decorreram na glamorosa avenida marginal La Croisette, por onde desfilam celebridades de todo o mundo durante o Festival Internacional de Cinema de Cannes. “Vim a Cannes durante, pelo menos, 17 anos seguidos. Ficávamos no Hotel Carlton, onde comprávamos os bilhetes para o festival, e jantávamos no hotel ao lado de estrelas como Alain Delon, Romy Schneider ou Vanessa Redgrave”, contou Lili à CARAS, acrescentando: “É uma cidade com gente bonita, que é o que faz falta em Portugal. Este é um dos lugares mais bonitos do mundo e os franceses do Midi, como eles chamam à região, são muito simpáticos e queridos, ao contrário dos parisienses, que são execráveis.” Foi assim, sem reticências e sem pôr travões nas palavras com medo de julgamentos, que Lili conversou connosco, deixando evidente que mantém a alegria de viver de sempre.

– Há espaço para arrependimentos na sua vida?

Lili Caneças – Arrependo-me de tanta coisa... Acho que teria tido uma vida completamente diferente. Mas, como diz a expressão árabe maktub, há coisas que têm mesmo de acontecer: o meu casamento, ter saído da TAP, dedicar-me à educação dos meus filhos. Arrependo-me de milhões de coisas, de quase tudo o que fiz, exceto da educação dos meus filhos.

– Gosta de viver sem ser julgada?

– Em Portugal é impossível. Se forem pessoas que prezo ou admiro, como o Miguel Sousa Tavares ou o Marcelo Rebelo de Sousa, a dizerem mal de mim, preocupo-me. Às outras pessoas não dou a mínima importância, porque essas têm é inveja de mim. Nasci de bem com a vida e, no meu pequeno mundo, estou habituada a ter o papel de protagonista. Tem a ver talvez com a atitude, com a maneira como me penteio, maquilho, olho, ando ou falo. Lembro-me de uma vez o Mário Crespo me dizer que há pessoas que têm um “je ne sais quoi”, e eu tenho esse carisma. Não nasci para passar despercebida. Há quase 40 anos que sou figura pública. Sei que já não estou no auge do meu protagonismo, porque percebo que uma pessoa bonita, jovem, atriz ou apresentadora seja mais apetecível...

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