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Joana Vasconcelos mostra a sua “arte de viver” em peças francesas

A artista plástica portuguesa reinventou alguns dos mais icónicos móveis da marca Roche Bobois.

Andreia Cardinali
13 de junho de 2019, 12:20

As festas no atelier de Joana Vasconcelos, seja a propósito de exposições ou da apresentação de coleções, são sempre marcadas pela irreverência e pelo gosto de bem receber. E a apresentação de A Arte de Viver – coleção em que a artista plástica reinterpreta modelos da icónica marca francesa de mobiliário Roche Bobois, incluindo o emblemático sofá Mah Jong – não foi exceção. “Gosto sempre de receber os meus amigos e parceiros com o carinho e a amizade que eles merecem. Foi um desafio enorme fazer este trabalho, pois são peças que já conhecia e que fazem parte da minha memória. Darem-me de repente estes objetos que adoro para fazer alguma coisa com eles é superinteressante, porque nem sabia muito bem o que é que ainda poderia acrescentar. Na verdade, tentei criar uma relação entre a minha obra e estes objetos e dar-lhes um lado mais escultural e mais ligado à moda e ao design. O primeiro convite surgiu há seis meses, e, desde então, temos estado focados neste projeto, que muito nos honra”, explicou a anfitriã, enquanto ia recebendo os convidados, que aproveitaram para passear pelo atelier e ficar a conhecer melhor o trabalho de Joana.
Leonor Poeiras foi das primeiras a chegar. Depois de observar atentamente todas as peças, a apresentadora estava encantada: “Adoro tudo. Não me surpreende a originalidade e o croché, era disso que estava à espera, e está giríssimo. Este sofá é qualquer coisa... Gosto muito do trabalho da Joana, é muito vivo, muito pop, e gosto muito da forma como ela pega nos materiais, os transforma e os aproveita.”
Assumidamente fã do trabalho da artista, o estilista Manuel Alves, da dupla Alves/Gonçalves, revelou que gostaria de levar a maioria das peças para casa: “O trabalho da Joana é sempre único, ela tem uma visão muito interessante sobre aquilo que os portugueses sabem fazer muito bem a nível das mãos, da nossa tradição como artesãos. Tudo o que ela faz tem um lado intelectual muito interessante, e eu confesso que só me apetecia levar aquela cadeira para casa!” [Risos.]
O ator brasileiro Antônio Grassi, diretor do Museu Inhotim, em Minas Gerais, e que esteve em Portugal a propósito da ARCOlisboa, também assumiu o seu apreço pela obra da artista portuguesa: “Conheço o trabalho da Joana há bastante tempo, já tive oportunidade de ver algumas exposições, tenho catálogos da obra dela e acompanho sempre com muito interesse o que ela faz. É a primeira vez que venho ao seu atelier e estou encantado. O trabalho dela é muito ‘instigante’ e acho que a Joana ocupa um papel de destaque muito importante nas artes plásticas. Para mim, é um prazer conhecê-la pessoalmente.”
Esta coleção irá viajar pela Europa e, posteriormente, atravessará o Atlântico para ser mostrada e leiloada durante a Art Basel Miami 2019. As receitas reverterão a favor da Fundação Joana Vasconcelos, criada com a missão de apoiar aqueles que fazem da arte o seu caminho. “Estas peças serão leiloadas e irão reverter na íntegra para as bolsas de estudo dos alunos que apoiamos. Fico muito feliz que isto aconteça, porque acredito que é muito bom termos a possibilidade de criar mundo, e quanto mais artistas houver, mais mundo haverá”, assumiu Joana, orgulhosa.

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