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Sónia Balacó confessa: “O meu caminho é improvável, mas sinto-o como uma dádiva”

Atriz, poetisa e cantora, Sónia Balacó revela o seu alter ego, Queen of Gaya, em novo projeto musical.

Vanessa Bento
18 de maio de 2019, 16:26

Há uma beleza quase bucólica em Sónia Balacó. No visual, nos gestos delicados, no sorriso e no olhar que reflete a vida. Agente ativa da palavra escrita e falada, Sónia é agora veículo da palavra cantada, através do seu projeto musical Queen of Gaya. Um alter ego a que teve que dar voz e com o qual pretende alertar as pessoas para a necessidade de cuidar do planeta e de construir um caminho feito de amor e aceitação. “Sou uma atriz que também é artista e que faz outras coisas. A sensação que tenho é a de que sou o centro de várias linhas que se cruzam, como se fosse um asterisco. E se é isso que sou, não posso ter medo de ocupar o meu espaço, um espaço que quer seguir por muitas direções”, explicou à CARAS durante uma conversa onde se mostrou livre e onde, mais uma vez, provou que é o amor que lhe guia os passos.


– Com Queen of Gaya traz-nos a força criadora, a harmonia?


Sónia Balacó – Sim, Queen of Gaya é a representação do divino feminino e dessa força da energia feminina a chegar à Terra como energia de amor, a querer inspirar os humanos a criarem um reinado de amor.


– Porque “só o amor não será uma perda de tempo”, citando um poema seu?


– Sim, sem dúvida. Não só o amor personificado numa relação amorosa, mas o amor por si só. O amor por aquilo que fazes, viver com amor... Só isso não será uma perda de tempo. Tudo o que faço é feito com amor. Só assim faz sentido. A nossa passagem por este planeta é tão curta que se não aproveitarmos a experiência com tudo o que ela nos pode dar, porque vivemos limitados com medo, estamos a desperdiçar esta oportunidade incrível que é viver.


– Quando é que tomou consciência de que a vida é uma dádiva?


– Acho que é uma coisa do início da vida adulta. Porque na infância é mais o mistério de estar vivo, na adolescência é uma confusão de emoções e na idade adulta começamos finalmente a olhar para fora e a ver a magia disto tudo. Este estado de consciência vai e vem, mas tenho a capacidade de olhar para o lado positivo mesmo quando está tudo muito negro. E acho que é um hábito muito bom manter a positividade e a capacidade de nos rirmos com o que corre mal. Levo as coisas com leveza.


– E este seu alter ego é um encontro com o seu caminho, com a sua essência?


– Acho que faz parte do meu caminho dar-lhe voz. Acredito que o artista é um meio. Não acho tanto que nós, como artistas, estejamos a inventar coisas, nós recebemos: acedemos ao plano das ideias, recebemos essas ideias e depois passamo-las para aqui. Por isso, não sei bem o que é que neste projeto é meu e o que é uma ideia a que estou a dar expressão.

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