Nas Bancas

Diogo Morgado: “os meus filhos são a minha maior preocupação em tudo”

Dias antes da estreia do seu filme “Solum”, o ator falou-nos do lugar de Santiago e Afonso na sua vida.

Andreia Cardinali
18 de maio de 2019, 11:41

Diogo Morgado, de 38 anos, soma já 23 de uma carreira invejável, nacional e internacionalmente. Cada vez mais apaixonado pela arte de representar, acredita que a forma de deixar um contributo ao mundo, e em especial aos filhos, Santiago, de nove anos, e Afonso, de dois, é através do seu trabalho. Por isso, foi também a pensar neles que apostou tudo no filme de ficção científica Solum, que realiza e no qual participa, e que estreia esta semana. “Eles são a minha maior preocupação em tudo o que faço. Penso sempre na repercussão que terão os meus trabalhos quando eu já cá não estiver. Sempre que faço alguma coisa que apela aos mais novos, há um sentido de responsabilidade maior. E este filme tenta apelar ao lado mais juvenil”, explicou o ator.
– Ser ator e realizador num filme deve ser difícil...
Diogo Morgado – É e não é. Porque a minha postura a realizar é sempre muito colaborativa, depende da decisão de um grupo, do que achamos que devem ser as histórias e as personagens. A única diferença é que a decisão final em determinadas coisas é de uma só pessoa, e quando temos de avaliar e montar aquilo que representámos ficamos sempre a achar que podíamos ter feito melhor. Até porque o meu personagem é tão estranho, tão bizarro, tão misterioso, que eu queria que não tivesse um tom. Fui de longe a pessoa que mais nomes chamei a mim próprio quando estava a editar, mas é mesmo assim.
– É um filme de ficção científica, o que não é comum no cinema português...
– Acreditamos que o cinema português está incompleto. Queríamos fazer uma coisa diferente e decidimos fazê-lo totalmente: género, tom, música, som. Há aqui um cuidado ao detalhe muito grande. É um filme independente, sem dinheiros de lado algum e com muito esforço da nossa parte. Demos tudo o que tínhamos para dar e espero que este filme seja um cartão de visita do nosso País.
– Este projeto exigiu muita dedicação ao longo de três anos. Como se coaduna isso com a vida familiar?
– A família nunca pode ser atingida! É tudo uma questão de gestão. E sou um pai com muita sorte, os meus filhos não me cobram nada.
– Essa dedicação ao trabalho é também uma forma de educar os seus filhos pelo exemplo?
– Acho que o melhor exemplo que podemos dar é fazendo. E o importante é sabermos que fazemos tudo o que é possível e que damos o nosso melhor.

Comentários

ATENÇÃO: ESTE É UM ESPAÇO PÚBLICO E MODERADO. Não forneça os seus dados pessoais (como telefone ou morada) nem utilize linguagem imprópria.

Nas Bancas

Newsletters

Receba grátis no seu email as notícias, as últimas caras!

Caras Nas Redes

Mais na Caras