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Sharon Stone: "trabalhei com um realizador que me pediu para me sentar ao colo dele todos os dias"

Numa entrevista à 'Vogue', a atriz falou sobre as desigualdades salariais entre homens e mulheres e a forma como estas são objetificadas na indústria de Hollywood.

CARAS
15 de maio de 2019, 16:23

Sharon Stone é provavelmente uma das estrelas de Hollywood que mais defende o feminismo. Agora, a atriz decidiu falar sobre o assédio sexual de que foi vítima durante a sua carreira.

"Quando comecei nesta indústria, o termo 'fuckable' era usado para ver se tinhas perfil para conseguir um papel. Os executivos do estúdio sentavam-se à volta de uma mesa enorme e discutiam se cada uma de nós era de facto 'fuckable'.Eles achavam que eu não era”, conta a atriz de 61 anos à Vogue.

Nos primeiros anos como atriz, vendeu a imagem de mulher sexy, encarnando papéis de mulheres que eram objetificadas e garante que teve que usar o "cérebro para perceber como podia parecer mais 'fuckable'", uma vez que não se identificava com aquele tipo de comportamento.

Sobre o motivo pelo qual as mulheres são objetificadas na indústria cinematográfica a atriz não tem dúvidas."A maioria dos filmes são escritos por homens, realizados por homens, criados por homens, com a mentalidade masculina. Nunca considerando como é que as mulheres são na verdade, como pensamos e sentimos. É por isso que muitas das minhas personagens são bêbadas ou drogadas ou loucas. É a única maneira que tenho de tolerar o seu comportamento, honestamente", acrescentou Sharon Stone durante uma entrevista à revista Vogue.

Sobre casos de assédio sexual, recorda um que viveu durante as gravações de Instinto Fatal 2, em 2006, onde afirma ter trabalhado com um realizador que lhe pediu para se "sentar ao colo dele todos os dias", para lhe dar orientação. "Quando recusei, ele não me quis filmar. Isto durou semanas."

Recorde-se que Sharon Stone também se juntou a um movimento contra a desigualdade salarial entre homens e mulheres em Hollywood, à semelhança de outras colegas de profissão como Jennifer Lawrence, Natalie Portman e Meryl Streep. No entanto, garante que continua a receber menos que os atores, em condições iguais.

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