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RICARDO SANTOS

Geninha Varatojo: “Foi uma dor grande demais ver os meus filhos perderem o pai tão novo”

A família Varatojo tenta superar a morte inesperada do seu patriarca, pai da macrobiótica em Portugal.

Cláudia Alegria
13 de maio de 2019, 10:52

Geninha Varatojo tinha 23 anos quando conheceu Francisco Varatojo. Durante 36 anos partilharam desafios, angústias e muitas alegrias, claro. Fundaram o Instituto Macrobiótico de Portugal, que defende um estilo de vida saudável, e tiveram quatro filhos, que a CARAS ficou a conhecer durante uma produção que decorreu em casa de Geninha, que completou recentemente 61 anos. No espelho do hall de entrada ainda se podia ler uma mensagem de parabéns para a mãe escrita por Marta, de 36 anos, Joana, de 33, Sofia, de 31, e Francisco, de 28. “Eles sabem que gosto de ser mimada. E sei que têm um grande carinho por mim”, explicou Geninha que, durante esta entrevista, marcada a propósito do lançamento do seu mais recente livro, intitulado Comida Macrobiótica para Toda a Família, nunca perdeu o sorriso, mesmo quando a voz saiu embargada e as lágrimas teimaram em cair se o assunto se relacionava com o marido, que morreu tragicamente, aos 56 anos, durante uma sessão de mergulho em Sesimbra, no dia 6 de julho de 2017.

– O seu sorriso parece revelar, apesar da perda, uma pessoa feliz, de bem com a vida?

Geninha Varatojo – Sim, e é genuíno. O bem estar é sobretudo interior. É um trabalho que vamos fazendo, limando arestas para conseguirmos estar melhores para nós e para os outros. Isso consegue-se com tempo e com trabalho. Agora que aqui cheguei, quero que o resto dos meus dias sejam plenos, quero desfrutar, ser uma velhinha amorosa e querida por todos.

– Com quatro filhos, a sua casa sempre foi muito vivida. Como é que se lida com a saída gradual deles?

– Não foi muito difícil porque nunca chegaram a sair todos. Portanto, se estou um dia ou dois dias sozinha em casa até me sabe bem! [Risos.] Desfruto da minha casa, da varanda, do sol, do silêncio, de estar comigo. E se eles estiverem em casa, é uma alegria. Brincamos e rimos muito juntos. Felizmente, tenho esse privilégio.

– Será um privilégio ou essa relação privilegiada com os filhos resulta do tempo que lhes dedicou ao longo dos anos?

– Eu não percebia as coisas dessa forma. Passei muito tempo grávida e com crianças ao colo. Tinha sempre a casa cheia. Deixei de fazer muitas outras coisas, mas estive muito presente na vida deles, isso sei que estive. Há quem não possa fazer o mesmo. No meu caso, pude fazê-lo, fi-lo com muito gosto, e agora vejo o resultado. Posso dizer que não tenho incompatibilidade nenhuma com os meus filhos e eles dão-se todos muito bem. Gostam de estar uns com os outros, combinam imensas coisas entre eles e com os amigos, que felizmente fazem com muita facilidade.

– Têm a quem puxar...

– Pois… Eu gosto muito de pessoas e também gosto que gostem de mim. Preciso desse afeto.
– No fundo, é aquilo que a filosofia macrobiótica defende, o retorno dessa entrega aos outros...
– É dar aos outros o melhor que há em nós e não estarmos sempre zangados com a vida, com os outros ou connosco próprios. Não vale a pena, não nos leva a lado nenhum.

Uma entrevista para ler na íntegra na edição 1237 da CARAS

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