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Paulo Miguel Martins

Tânia Ribas de Oliveira: “Quando olho para o João, percebo perfeitamente porque é que o amo tanto”

“Não sou o estereótipo da apresentadora de televisão, alta e com 50 kg, portanto logo aí é muito difícil compararem-me com alguém”, reconhece a apresentadora.

Vanessa Bento
1 de maio de 2019, 09:57

É de sorriso e coração abertos que Tânia Ribas de Oliveira se dá à vida, ao amor e à profissão. Numa entrega total, não vive nada pela metade nem dá nada por garantido. Nem sequer a sua maior certeza, o amor que vive e faz crescer há 14 anos ao lado do judoca João Cardoso, com quem tem dois filhos, Tomás, de seis anos, e Pedro, de três. Preparada para os desafios que vão surgindo, a apresentadora, de 42 anos, abraça agora uma nova fase da sua carreira. A Nossa Tarde é o programa que estreia dia 22, com a verdade com que sempre pautou a sua carreira.

– Já teve tempo para fazer um balanço do Agora Nós?

Tânia Ribas de Oliveira – Já, na minha vida vou fazendo balanços de tempos a tempos. O Agora Nós foi, provavelmente, o programa de televisão com mais altos e baixos. Começámos de manhã, passámos para a tarde, tive um filho entretanto, fui trabalhar com ele com dois meses, noutro estúdio, já tudo diferente...

– Foi de facto um programa que acompanhou momentos marcantes da sua vida. Um mais doloroso e outro cheio de amor...

– É verdade. O programa começou a 22 de setembro de 2014 e o meu avô faleceu no dia 26. Sabia que estava para breve e avisei logo que estava feliz com o novo projeto mas tinha a certeza absoluta de que no dia em que o meu avô partisse dificilmente conseguiria fazer o programa, porque não consigo trabalhar sem ser de verdade. Quatro dias depois da estreia, o meu avô faleceu e eu passei uma semana em casa. Deram-me a maior liberdade para ficar triste. Passado um mês e qualquer coisa engravidei. Estava a pensar ter um segundo filho, mas não logo.

– Enquanto pessoa que se dá ao público diariamente, sente que essa gestão de sentimentos é o mais difícil?

– É muito difícil porque não tenho uma persona televisiva, por isso é-me fácil deixar transparecer algumas fragilidades ou uma alegria maior. Sabe Deus o que me custou, nos três primeiros meses das minhas duas gravidezes, não o comentar no ar. E também é difícil esconder uma ferida grande, é-me difícil mostrar felicidade quando estou triste.

– Há duas características suas que se mantêm desde o início: essa honestidade de que fala e o sorriso rasgado. É isso que agarra quem a vê?

– Acho que as pessoas sabem perfeitamente com o que contam quando ligam a televisão e eu estou lá. Não há subterfúgios nem máscaras, nem uma miúda armada em mulher, nem uma mulher armada em miúda, porque tenho 42 anos e já não sou nenhuma miúda, mas por dentro ainda o sou. No coração e na maneira de estar na vida sou exatamente a miúda que há 20 anos sonhava ter um programa de televisão na RTP. A verdade e o sorriso são aquilo que sou na minha vida. É a minha essência e natureza. Acho que foi também por isso que nunca cheguei a ser a jornalista que sonhava ter sido. E ainda bem.

Uma entrevista para ler na íntegra na edição 1236 da CARAS

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