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Nilton Bala: “Sei que tenho o poder de mudar uma vida”

Conversámos com o “personal trainer” dos famosos, que nos falou do seu percurso difícil.

André Drogas
27 de abril de 2019, 17:54

Nasceu no Rio de Janeiro, Brasil, e passou a infância a jogar à bola. Acabou por fazer do futebol a sua profissão, o que o trouxe Portugal há 18 anos em busca de oportunidades. Nilton Bala vinha cheio de sonhos e de carteira quase vazia. Quando os planos não lhe correram de feição, foi obrigado a pensar numa alternativa. Apaixonado pelo desporto, decidiu apostar no fitness. Hoje, aos 39 anos, é um dos personal trainers mais procurados do país e integra no seu rol de alunos nomes como os dos atores José Fidalgo ou Lourenço Ortigão ou o da manequim Sara Sampaio, que o procura quando vem a Portugal.

– Como tem sido esta caminhada?

Nilton Bala – Sempre acreditei que o exercício físico era o caminho para melhorar vidas, mas não esperava que me trouxesse este reconhecimento. Não foi um caminho fácil. Já morei em casas precárias, em quartos onde chovia... Mas eu sabia que iria dar a volta, sempre tive as metas bem definidas. Tem sido uma caminhada progressiva, construída passo a passo.

– O que é que acha que o diferencia dos seus colegas?

– O ser humano tem dificuldade em elogiar outras pessoas. Eu, quando um aluno cumpre o treino, dou-lhe os parabéns. Os meus alunos sabem que me preocupo verdadeiramente com o bem-estar deles. Um personal trainer, hoje em dia, tem um papel importante, porque passa muito tempo com os seus alunos. Quem treina três dias por semana está comigo 12 vezes por mês. Sei que tenho o poder de mudar uma vida, mas isso exige trabalho, não é simplesmente prescrever os exercícios. Se o personal trainer tiver sabedoria e conhecimento, consegue transformar vidas e mudar destinos. Isso é que me dá gozo.

– Alguma vez pensou em desistir?

– Nunca. Sou muito competitivo. Quem me conhece sabe isso. Quanto mais difícil for para mim, mais força e vontade tenho de continuar. Nunca gostei de depender dos outros. Desde cedo aprendi a desenrascar-me sozinho e sinto-me mal se for um peso para alguém. Recebo muitas mensagens de professores de Educação Física que estão a terminar os cursos e me perguntam qual é o segredo do sucesso. Eles não fazem ideia do que eu passei, muitos acham que recebi tudo de mão beijada e que apareci do nada. As pessoas não têm noção da minha trajetória. O que eu respondo é que

sonhem, ousem sonhar. Acredita em ti e faz por merecer. Eu acho que fiz por merecer.

Uma entrevista para ler na íntegra na edição 1236 da CARAS

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