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João Lima

Maria Miguel: “Com a moda percebi que ser eu é uma coisa boa”

Aos 17 anos, tornou-se modelo exclusiva da Saint Laurent. Um ano depois, Chanel, Dior e Versace já não lhe resistem.

Vanessa Bento
21 de abril de 2019, 11:59

Quando, aos quatro anos, começou a jogar futebol, Maria Miguel nunca pensou que um dia trocaria os relvados pelas passerelles. Maria-rapaz assumida, ainda hoje prefere sapatilhas a saltos altos e o seu estilo descontraído e descomplexado difere em muito do glamour com que desfila alta costura. Saint Laurent, Prada, Chanel, Dior, Fendi e Carolina Herrera são apenas alguns dos nomes que já fazem parte do seu caminho como modelo. E tem apenas 18 anos. “Sempre que faço um trabalho na Europa, tento passar por Portugal, nem que seja apenas por dois dias”, confessa-nos durante uma dessas passagens por Lisboa, antes de seguir viagem para o Dubai. As saudades assim o exigem. Saudades da família, dos amigos e dos dias normais da vida que ficou no Porto e em Braga e que resgata sempre que pode.
– Foi difícil trocar as chuteiras pelos saltos altos?
Maria Miguel – Foi, literalmente, porque não sabia andar de saltos. [Risos.] Mas, no sentido geral, não foi difícil, porque esta é uma oportunidade muito rara, e, quando surgiu, quis aproveitá-la. Apesar de ser muito diferente e de envolver grande capacidade de adaptação. Era boa a jogar futebol, mas os meus pais não queriam que seguisse carreira de futebolista, o que, por si só, acabaria por me impedir de o fazer. Na verdade, não sei bem porque é que os meus pais apoiaram mais a minha carreira de modelo, porque também não passa pelos estudos...
– Sendo maria-rapaz assumida, a moda sempre foi algo muito distante dos seus sonhos?
– Sim, nunca fez parte dos meus sonhos. Quando me perguntavam se queria ser modelo, dizia sempre que não, até ao dia em que a minha tia disse que eu não era modelo porque tinha medo. Como gosto de desafios, experimentei. E, embora nunca tenha feito parte dos meus sonhos, cada vez se torna mais presente. É um mundo onde somos muito aceites por quem somos, e gosto disso, faz-me sentir à vontade com a pessoa que sou.

Uma entrevista para ler na íntegra na edição 123 da CARAS

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