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RICARDO SANTOS

Mário Daniel e Cláudia Pedrosa: Ilusionista e produtora mostram relação mágica que construíram

Juntos na vida e no trabalho, o casal conta como a magia os tornou mais cúmplices e unidos.

Marta Mesquita
18 de abril de 2019, 11:04

Desde a adolescência que Mário Daniel, de 38 anos, é apaixonado por magia. Já Cláudia Pedrosa, de 35, só se deixou fascinar por este mundo quando se apaixonou pelo mágico, já lá vai uma década. Juntos, a produtora e o ilusionista montaram inúmeros espetáculos, nos quais se desafiam e provam que para esta dupla não há impossíveis. E foi precisamente essa procura constante de superação que os levou a criar Minutos Mágicos – O Espetáculo, que pode ser visto no Auditório dos Oceanos, no Casino Lisboa, de 12 de abril a 5 de maio.
A dias deste espetáculo, o casal, que vive no Porto, veio a Lisboa e aproveitou para passear por Monsanto. Nesta tarde de primavera, Mário e Cláudia partilharam connosco os seus “truques” para manterem a magia no seu casamento.

– Estão a trazer para o Casino Lisboa o vosso novo espetáculo. Montar um projeto como este implica muito mais do que uns truques de magia…

Mário Daniel – Sim, um espetáculo envolve muitas vertentes. A Cláudia é a produtora e organiza tudo para que o show aconteça. Depois, temos uma equipa de pessoas ligadas à cenografia, engenharia, mecânica e carpintaria. Este espetáculo questiona o que é ilusão e o que é realidade. No fundo, a realidade que vivemos é construída na nossa mente. Tudo passa pela nossa perceção. No espetáculo digo: “Ir à Lua, chegar a Marte, inventar a lâmpada... Tudo isso já foi impossível na cabeça de todos, mas tornou-se possível na mente de alguém. E foi nesse momento que se tornou real.”

– E é por acreditar em impossíveis que dedica a sua vida à magia?

– Sem dúvida. Acredito que não há impossíveis. Os limites estão só na nossa mente. Com a magia e com o desporto, as duas áreas que sustentam a minha vida [Mário é licenciado em Educação Física], aprendi que com persistência, paixão e entrega somos capazes de fazer muito mais do que aquilo que pensamos à partida. A magia ensina-me isso todos os dias. Um truque de mãos parece muito difícil de início, mas com trabalho e repetição torna-se automático e quase se faz sozinho. Todos nos podemos tornar especiais numa determinada área. E o espetáculo fala sobre a superação de desafios. Por exemplo, nunca tinha saltado de um avião até ter escrito numa folha de Excel um truque em que iria saltar algemado de paraquedas. E fi-lo. Também já fiz quase quatro minutos de apneia com uma semana e pouco de treino.

– Nunca duvidou de si próprio?

Cláudia Pedrosa – Quando foi o salto de paraquedas, ainda questionámos se o Mário seria capaz. Uma coisa é ver o plano no papel, outra é passar para a realidade. Também fizemos outro truque na Torre dos Clérigos, em que mudámos de ideias quatro ou cinco vezes porque tivemos dúvidas.
Mário – Nestes truques tenho a minha vida em risco. Claro que controlamos tudo ao máximo e rodeamo-nos de pessoas que sabem o que estão a fazer. Mas há sempre o risco.

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