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Liam Neeson

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Reuters

No centro de polémica, Liam Neeson pede desculpa por grave comentário racista

O ator não escolheu as melhores palavras para retratar um evento que aconteceu no passado.

CARAS
30 de março de 2019, 15:15

Foi durante a promoção do filme Cold Pursuit que Liam Neeson disse algo, aparentemente de forma inocente e divertida, mas que veio a ter graves consequências. Mais especificamente, em entrevista ao The Independent, o ator contou um episódio que sucedeu há vários anos, quando uma amiga lhe contou ter sido violada por um homem negro, mas as palavras que escolheu não foram as melhores.

"Andei em certas zonas com uma espécie de bastão - e envergonho-me de dizer isto -, fi-lo durante cerca de uma semana, à espera que algum 'negro anormal' se aproximasse de mim, à saída de um bar ou algo do género, para poder matá-lo", contou. Quase dois meses depois, de acordo com a Variety, o ator pediu desculpa, em comunicado.

"Nas últimas semanas, refleti e falei com várias pessoas que ficaram magoadas pela minha memória impulsiva da violação brutal de uma amiga há quase 40 anos, e pelos meus pensamentos e ações inaceitáveis na altura, em resposta ao crime. O horror do que aconteceu à minha amiga despoletou pensamentos irracionais que não representam a pessoa que sou. E hoje tento explicar tais sentimentos. Não percebi a gravidade, e posso ter magoado muita gente, numa altura em que a linguagem é, tantas vezes, usada como arma e uma comunidade inteira de pessoas inocentes é vítima de atos de raiva", afirmou.

"O que eu não entendi foi que isto não se trata de justificar a minha raiva todos estes anos, é também pelo impacto das minhas palavras hoje em dia. Estava errado ao fazer o que fiz. Reconheço-o, embora os comentários que fiz não reflitam, de maneira alguma, os meus sentimentos, ou eu mesmo. Foram dolorosos e divisórios. As minhas profundas desculpas", finalizou.

Recorde-se que, logo após o comentário racista do ator se ter tornado viral, este esteve presente no programa Good Morning America, onde disse, "Eu procurei ajuda. Fui ter com um padre que ouviu a minha confissão...e dois grandes amigos com quem falei. E, acreditem ou não, caminhadas vigorosas. Duas horas por dia, para me ver livre disto. Eu não sou racista".

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